Ultimate New World RPG

Para todos aqueles que procuram um RPG repleto de batalhas, história, diversão e oportunidades para desenvolver seu personagem, este fórum é sua melhor opção.


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    O Mestre
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    Mensagem por O Mestre em Seg Fev 13, 2017 11:43 pm

    Este será o tópico onde você poderá postar a ficha de seu personagem, irei avalia-la e se a mesma estiver nas conformidades você poderá começar a utiliza-la.


    POSTAGEM LIBERADA


    O RPG está com data para começar e, até a mesma quero ver quantos jogadores terão criado ficha, então podem começar a postar.
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    Ultimos

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    Ficha de Ultimos

    Mensagem por Ultimos em Seg Fev 20, 2017 11:47 am

    Nome - Ultimos Celemoon

    Idade - Dezenove.

    Raça - Humano.

    Classe - Espadachim

    Level - 1

    Altura - 1,85cms

    Peso - 83kg.

    Divindade - Atualmente não tem nenhum apego religioso.

    Tendência - Neutro Benigno ( NB/ Neutro bom)

    Aparência -
    Tem a pele clara, e olhos castanhos como os cabelos. Físico não é atlético, mas também não é magricela.
    Foto:


    Atributos: 12 pontos para distribuir aqui. (9/12 em atributos, 3/12 em equipamentos)

    Força - 2 (+1)
    Destreza - 2 (+1)
    Proficiência Magica - 2 (+1)
    Inteligência - 2 (+1)
    Furtividade - 1
    Constituição - 1
    Carisma - 1
    Agilidade - 2 (+1)
    Sorte - 1


    Equipamentos –

    Lamina neutra –
    Aparência da lamina neutra:
    É uma espada não muito curta e nem muito longa ou larga. Em sua forma é bem simples, e é pratica de ser usada. É simples também em seu designe, sua empunhadura é coberta por tiras de panos por cima das tiras comuns de couro, para facilitar o uso de pessoas menos experientes com seu recuo menor. Sua bainha é feita em um cinto estendível (fivela) para que possa ser alternada entre o uso nas costas, com o cinto cruzando o peito, ou na cintura, feita de couro.  

    Capuz cinzento – É um capuz comum, feito de lã de ovelhas cinzentas. É pratico para proteger de frio ou do sol, assim como oferece um mínimo de camuflagem. Tem mangas longas que chegam até o pulso, enquanto sua capa chega até os tornozelos. Junto com a bussola, é uma das últimas lembranças materiais de família.

    Bandana – É só uma bandana de testa, é feita para segurar o suor que escorreria para os olhos, mas esse fato é pouco mencionado em livros por dar nojinho.

    Bússola “adulterada” – É uma bússola antiga que pertence a família faz muitas gerações, tem o brasão de uma crescente no fundo. A bússola é destacada por ser um pouco mais grossa do que uma bússola comum. Feita principalmente em bronze, tem engrenagens em seu interior que a fazem girar "aleatoriamente", dando a impressão de que está quebrada. Porém, se posta de cabeça para baixo, ela apontará para o SUL. De certa forma, ela é apenas uma bússola comum.

    ( Custo 3 ) Over-Edge : Todo esse nome legal é usado para identificar um artefato ancestral poderoso, mas bem simples. Basicamente é um encantamento em uma luva, ou melhor, na gema enterrada nas costas da palma da luva de mão direita. Nos seus princípios de criação, o item tinha como objetivo auxiliar o uso de feitiços, de forma que até mesmo um camponês pudesse usar, ajudando o portador a absorver, concentrar e controlar a energia (o mana), dando poder magico até mesmo para aqueles sem o menor talento. E é exatamente esse seu efeito, contudo, ela funciona de uma maneira peculiar. O objeto é indestrutível. (1/3)

    * Aparência da Over-Edge:

    * Funções da Over-Edge:
    - Sua função de Absorver/ Concentrar - é chamada de
    Vácuo Arcano (2/3):-
    O que tinha como objetivo preencher o mago (usuário da luva) de mana extraída diretamente da natureza, e enfim restabelecer suas reservas de energia, acabou por entrar em conflito com o vazio necessário no interior da gema, assim, a luva não regenera a mana de ninguém, mas a sua própria. Em pratica, o item absorve essência mágica e se recarrega com o elemento absorvido. Por exemplo, se ela absorver essência de uma magia do elemento fogo, ela se tornara em um vermelho alaranjado, devido a sua energia interior. EXISTE um limite de energia para a luva absorver, ela absorve energia de um mesmo elemento muitas vezes, mas se ela absorver outro elemento, a combinação dos dois a impede de absorver quaisquer essências extras até que a energia seja liberada. Elementos combinados podem ter efeitos extras, mas, água+fogo, terra+ar, luz+sombras, relâmpago+gelo...( opostos em geral ) sempre vão resultar em esvaziamento da luva.

    - Sua função de Controlar/Liberar – é chamada de Liberação Rúnica (3/3)
    Uma vez que a luva tenha absorvido energia arcana, antes mesmo que ela tenha alcançado seu limite de absorção, sua gema ganhara uma coloração própria, indicando a intensidade (quantidade) de energia em seu interior – um brilho mais ou menos fraco – e o(s) elemento(s) absorvidos – tons de vermelho, azul, verde… -  e poderá ser liberada, poupando o usuário de usar a própria mana. Como ela é liberada depende do usuário, mas os efeitos são sempre ligados aos elementos absorvidos.

    Habilidades:

    (Passiva) – Talento de Mago: Ser um mago não é barato, um camponês nunca poderia se tornar um mago, mesmo com talento para a magia. Nessa situação se encontra Ultimos, ele nunca teve condição financeira para ser um mago, viajar para uma cidade com magos ou a sorte de encontrar um. Mas continua, ele tem um notável dom natural para a arte magica, tanto teórica quanto pratica.

    (Ativa) – Fome de poder: Absorver apenas a essência magica às vezes se torna pouco, e nessas horas Ultimos consegue, através da sua própria mana, acessar os poderes da luva e criar uma espécie de vórtice para absorver completamente alguma magia.  O vórtice absorve apenas magia, e uma magia, anulando-a e recarregando a luva com sua essência. Porém, a habilidade só pode ser usada com a luva vazia.

    (Ativa) – Disparo Místico: É a forma mais básica de como Ultimos conseguiu, através da sua mana, liberar o poder e energia absorvidos pela luva. Ele dispara uma onda/bala de caráter místico de sua luva. Normalmente é de elemento neutro, quando acontece de não haver elementos absorvidos ( uma onda neutra é como um empurrão, mas não causa dano ). A intensidade do disparo depende de quanta energia foi previamente absorvida para o disparo causar dano ( mais energia = mais dano ), ou até aplicar algum efeito (por exemplo: um disparo de fogo, queimar alguma coisa)
    Exemplo de projétil:

    (Ativa) – Fluxo de energia: Uma vez em que a luva se mostre cheia de energia, Ultimos pode criar um fluxo para, da luva, a energia fluir até um item ou equipamento e concedendo alguma propriedade mágica temporariamente, ligada obrigatoriamente ao elemento usado. Como o item encantado pode mudar, assim como o elemento, eu não estarei fazendo nenhuma lista, mas é basicamente o poder para deixar a espada em chamas, entende ? isso é muito clássico.
    [spoiler="Demonstração"]O fluxo de energia é disposto em forma de runas brilhantes, como mostradas no chão, podendo formar círculos com varias nos objetos, uma linha ou até somente uma runa.

    (Proficiência) – Combate com espadas: Finalmente algo simples na lista, não é? É só isso mesmo.

    Historia –
    Para melhor explicação, eu dividi a historia em duas partes.

    A lenda de Over-Edge: ( Mão esquerda )
    Muitos anos atrás, durante uma época em que o próprio reino de Voyna, ou Tekunoroji ainda não chegava, em seus limites territoriais, tão ao norte do continente, um Rei sem nome governava um reino esquecido. Esse rei, ancião, tinha uma paixão por conhecimento. Ele já tinha herdado poder e prosperidade em suas terras graças aos seus antepassados, a única real busca em uma melhoria era então pessoal. Entre todos os membros de seu reino, existiam aqueles em que os dons mágicos eram escassos, e aqueles que encontravam seus caminhos para o mundo arcano logo cedo, na infância. Infelizmente para o rei, ele estava entre os primeiros.

    Sendo assim, ele pediu para que seus mais poderosos magos fizessem uma arma capaz de amplificar seus poderes, assim como outra que o ajudasse a controlar os poderes da primeira. Esse foi o primeiro momento em que a ideia do par de luvas surgiu. Passaram-se anos até finalmente serem construídas, e para o rei, elas funcionaram muito bem. Sua busca por poder era nula, e ele não via necessidade de usar a arma para mal algum. O que ele percebeu depois, é que por não ter tido filhos, seu reino e seus pertences poderiam cair em mãos vis, o que de fato já podia estar em processo. Basicamente, o rei foi tomado por uma onda de pensamentos, muitos desses paranoicos de mais, mas em sua mente fazia sentido. Ele não podia mais confiar em ninguém.

    Suas medidas pelo medo de ser traído aos poucos deixava o povo descontente, todos que estavam acostumados com a situação de paz e calma, com a pouca quantidade de crimes, se indignavam, principalmente os nobres.

    Um dia, o rei sem nome finalmente morreu, e seu nome foi apagado da historia, seu castelo vazio foi feito em ruinas, e suas luvas, nunca mais encontradas.


    O camponês que tinha um nome incomum:

    Ultimos era o filho mais velho de quatro irmãos, ele sempre viveu em paz e nunca se preocupou com seu futuro. E que ele já tinha sido convencido de que, como seu pai, ele seria um camponês e cuidaria das suas ovelhas cinzentas pelo resto da vida. Contudo, certa vez em sua infância alguns eventos estranhos aconteceram.

    Quando ele ainda era garoto e apenas dois de seus irmãos tinham nascido, Ultimos gostava de explorar o sótão e revirar as bugigangas que ele poderia encontrar por lá. Foi até nessas buscas que ele encontrou a sua bússola. Junto com o objeto ele encontrou um quadro antigo de um homem usando-o de cabeça para baixo, foi assim que ele aprendeu, ao repetir o movimento, a usá-lo. Ao questionar seus país, foi recebido com respostas simples de mais, como "Um parente distante de sua mãe", acontece que eles mesmo notavelmente não sabendo muito do homem, não gostavam de falar no assunto.

    Por volta de seu sétimo ano de idade, o garoto começou a testemunha acontecimentos estranhos em seu cotidiano, mas sua mente infantil não o permitia compreender quando algum objeto tocado flutuava momentaneamente, ou quando as luzes ascendiam nas velas mesmo depois de apagas com seu sopro.

    A família não conhecia, e não entendia, pediam para o garoto deixar para lá ou davam alguma explicação vaga que para a mente da criança era uma verdade.

    O tempo passou e os acontecimentos foram deixados de lado, até pelo fato de que o garito não conseguia informação sobre. Apesar de pacífica, sua vila não era dotada de nenhuma fonte de sabedoria ou conhecimento comunitário, na verdade, nem ao menos haviam-se livros. Com o tempo a mágica latente se tornou dormente. O garoto nunca mais testemunhou nada.

    É claro, o “Nunca mais” sempre se quebra quando o destino se intromete. Em um passe de magica tudo o que parecia definido, tanto no destino do jovem quanto no destino da luva, se torna falso.

    Um belo dia em que seu pai estava a demorar de uma viagem, a mãe do jovem pediu-lhe para verificar a estrada. Era até uma situação de costume, algumas vezes o pai demorava a trocar suas mercadorias, mas era sempre bom ter certeza da segurança. O garoto, como também era costume, pegou seu caminho até um morro alto para verificar a estrada na planície mais abaixo. De lá ele viu seu pai, chegando. Mas ele via a situação como algo tão rotineiro que, simplesmente aproveitou a oportunidade para descansar sobre uma arvore.

    Roubos eram, naquela região, infrequentes, e por isso um barulho, como o de uma explosão na floresta, chamou a atenção do jovem, que sem delongas, levantou-se do chão. Imagine-se que após alguns minutos de caminhada já seriam o suficiente, sua intenção nunca foi deixar sua casa, mas mal sabia ele que nunca mais os verias, seus familiares, ele havia deixado sem querer, tudo para trás.

    Acontece que no meio do caminho ele encontrou um ser que se apresentou como uma fada, ferida, a fada - Apresentada como Serenna - tentou explicar para ele que uma crescente perturbação natural a induzia a seguir, incessantemente, àquela direção. Ultimos viu isso como suspeito, pediu para que ele voltasse e tentasse se esconder enquanto ele iria investigar, o ser o agradeceu, deixando-o com um encantamento de proteção em troca e fingiu partir.

    Finalmente, quando o Jovem chegou no local, foi surpreendido com a imagem de uma grande torre, destruída, e seus escombros espalhados por cima da terra, como ela simplesmente tivesse surgido ali. Ele rapidamente entrou nas ruinas para a investigação, os corredores sombrios eram silenciosos, assustadores mesmo vazios. O ambiente parecia que drenava as forças do garoto, em certo momento, ofegante ele caiu no chão. Nessa hora a fada que o seguia revelou-se novamente. Irritado, ele chegou a pensar que a pequena Serenna tinha culpa naquilo. Mas logo ela explicou : - Desculpas, mas não sou eu, olha, não seria comum para algum humano notar, mas todo o lugar esta latejando com magia ancestral, tanta, que a radiação do mana em contato com seu corpo é exaustivo, você não é um mago ou criatura ligada a magia, provavelmente a proteção que eu coloquei é que te mantém de pé. - O garoto acreditou, ela não teria motivos para o socorrer, ou  se tivesse, ele já estaria condenado por ter acreditado nela. As palavras sinceras que escapavam da boca da fada eram suficientes, o garoto contudo não queria recuar antes de descobrir sobre o lugar. Juntos, eles andaram até o que seria um altar, e sobre o altar havia uma luva. O objeto pareceu criar uma ligação na mente do garoto des de que ele o viu, Ultimos parecia ser chamado para as luvas, como um inseto pela luz da lâmpada dos guardas das grandes cidades. Uma vez vestida em sua mão direita, o transe acabou e a luva se recusava a soltar, desesperado o garoto resolveu correr de volta para sua casa e pedir ajuda a seus pais, Serenna era muito jovem e não conhecia tanto para ajuda-lo, mas o seguiu para fora. E foi nessa hora que eles foram pegos pela surpresa.

    Sua floresta, seu bosque qual ele passou toda a infância, o cheiro das flores no vento, nada estava lá. Todo o cenário havia mudado, e isso por si já seria ruim, ele estava perdido numa selva completamente estranha. Voltar para a torre também era impossível uma vez que, ao olhar para trás, ela já não estava mais lá.


    Ultimos estava na fronteira Noroeste de Voyna. Junto com a fada, o jovem andou sem rumo, tudo o que ele tinha não era suficiente para encontrar o caminho de casa, ele caminhou pela selva por dias, até que ambos foram atacados por lobos. O garoto tinha um conhecimento da espécie por causa dos ataques que suas ovelhas certa vez tivera que enfrentar, mas os lobos do vale cinzento eram bem menores. Os lobos foram atraídos por sua luz e tentaram-na devorar. Na luta, Ultimos tentando salva-la, ativou Over-Edge e disparou um projétil contra a besta, a luva estava carregada com a energia da torre e ao acertar o lobo, o jogou para longe, fazendo-o desaparecer em uma luz azul, o lobo alfa havia caído, os outros recuaram, Ultimos estava exausto. A fada reconheceu e agradeceu os esforços do garoto que a havia salvado mais uma vez. Como recompensa, ela decidiu que iria ensina-lo a controlar o mana que o garoto havia desenvolvido após entrar em contato com as ruínas enquanto não encontrassem a civilização. Ultimos aceitou, mas já no dia seguinte a dupla encontrou Roland, um homem grisalho e de aparência cansada após anos usando a espada. O homem portava três espadas nas costas, duas adagas em suas coxas, além do arco em seu ombro e da uma faca na cintura. Ultimos, mesmo hesitante pediu para o homem ajuda-lo em seu caminho de casa, perguntando como ele faria para encontrar o vale cinzento. O homem riu da pergunta. - Não conheço nenhum vale cinzento garoto, por aqui, cinza há apenas nos vales queimados -. O homem porém, poderia guia-los até a cidade mais próxima. Agora um caçador mercenário, Roland fora certa vez um nobre soldado, mas se apresentou apenas como caçador para a dupla, ele tinha deixado o cargo de soldado apenas para a aposentadoria. A viagem fora longa e o senhor acabou se apegando a dupla, permitindo-o ficar em sua casa se o garoto não o atrapalhasse, ele imaginava que Ultimos era uma criança abandonada, algo que era até comum para as família pobres. Também sua idade o deixava psicologicamente vulnerável a ideia de passar seus conhecimentos. Três anos depois dos eventos na torre, o garoto demonstrava certa habilidade com a espada, qual ele praticava os ensinamentos severos de Roland ( Roland era do tipo que ensinando era muito sério, mas isso para Ultimos era visto como normal para um avô ) sempre que o homem saía em algum trabalho - Ele nem sempre levava o jovem -. As habilidades com armas era boa, mas não mais que a habilidade com as artes mágicas que a fada fez questão de ensinar para o jovem - não era muito, já que ela mesmo era jovem até para um humano - fingindo não lembrar do acordo. Apesar de que estavam longe de casa, Ultimos e Serenna nunca perderam a esperança de voltar a ver seus país.

    Roland acaba por ouvir falar sobre as ruínas da torre em uma cidade vizinha, boatos sobre uma torre que foi encantada para nunca ser encontrada, mudando sua localização a todo momento, tanto entre o espaço, de leste a oeste, quanto no tempo, passado e futuro. Diziam lendas também sobre a torre guardar um instrumento de grande poder. A informação batia com a do garoto e fez Roland se sentir culpado por acabar segurando Ultimos e impedindo-o de encontrar seus país. Ele diz a verdade para o garoto assim que chega em casa, diz que contudo o jovem sempre teria um lar em sua casa. Roland declara que já não havia mais nada que ele pudesse ensinar o garoto no caminho da espada, e que o resto deveria ser aprendido com a prática. Quando se separam, ambos ficam com lágrimas nos olhos. Ultimos decide, agora mais capaz, retomar sua busca até sua casa, e eventualmente descobrir mais sobre os mistérios dos eventos nas ruínas e de sua luva.


    Local Inicial - Voyna
    Nativo de: Suma

    Disponibilidade para Postagem - Durante a noite eu estou na faculdade, dias de semana durante o horário de 16-23h eu estou ocupado. Finais de semana fico mais livre.

    Imagens dos Personagens citados:
    Roland
    Serenna





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    EDIÇÃO DO MESTRE
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    FICHA APROVADA


    Level: 2
    HP: 200/200 - MP: 200/200
    Experiencia: 20/100
    Fama: Desconhecido
    Itens: Kit Básico (3 poções de cura e 3 poções de mana), 50 Moedas de Bronze


    Última edição por Ultimos em Dom Mar 26, 2017 1:02 am, editado 5 vez(es)

    Gardênia

    Mensagens : 1
    Data de inscrição : 24/02/2017
    Idade : 19
    Localização : Rio de Janeiro

    Ficha de Gard (Incompleta)

    Mensagem por Gardênia em Sex Fev 24, 2017 8:00 pm

    Nome — B. Gardênia

    Apelido — Gard

    Idade — 18

    Raça — Humano, meio-Demônio

    Classe — Caçador

    Level — 1

    Altura — 1,79.

    Peso — 80Kg.

    Divindade —
    Agnóstico.

    Tendencia — NC (Neutro Caótico).

    Aparência — Dreads no estilo Jaden Smith ( Karate Kid ) e pele negra, cabelos negros. Tem os caninos um pouco mais desenvolvidos graças a sua metade demônio, que se sobressaem quando o garoto abre a boca. Tem uma cauda avermelhada preênsil, usualmente dentro da calça. Há também um B., feito com ferro e fogo, tatuado em seu ombro, na parte das costa e em seu peito, como se tivesse atravessado e uma tatuagem peculiar da família de seu dono nas costas da mão. Alguns cortes, marcas e cicatrizes em lugares espalhados

    Atributos: 12 pontos para distribuir aqui.

    Força -  1

    Destreza - 1

    Proficiência Magica - 1

    Inteligência - 1

    Furtividade – 1

    Constituição - 1

    Carisma - 0

    Agilidade - 1

    Sorte - 2

    Equipamentos  


    Recurso Sombrio —
    Um gládio comum, porém útil, sua lâmina negra tem 57 centímetros e sua guarda, bainha e contra peso dourados parecem ser banhados em ouro, mas só parecem mesmo rs. Costuma ficar preso no sobretudo.

    Recurso Sombrio:


    Luvas de Couro — Luvas simples de couro negro, ajudam com a aderência e precisão.

    Óculos do Deserto — Óculos de elástico com lentes "Trasition".

    Relógio de Pulso — Ótimo pra saber as horas.


    (Custo 2) Leis da Caça — As Leis da Caça são duas armas grandes, porém leves e de mão única, feitas em Shorai, dá mais alta e de ponta tecnologia, ou eram né, todo dia algo novo e mais incrível é feito naquele lugar. Dadas a B. por seu antigo dono, sendo dono tanto das armas quando do garoto, para que ele possa concluir seus trabalhos e lutar por sua liberdade. As armas são como pistolas/shotguns bem grandes, quase rifles mesmo. De aparência complicada [fotos a seguir] porém fluída, as armas tem dois canos cada, um em cada extremo, e lâminas em suas partes mais externas, podendo assim ser usadas para ataque a distância e também para batalhas mais de perto, quase como tonfas desta proximidade. A parte tida como "shotgun" se dá por causa da utilização possível de um pente auxiliar que é carregado num movimento parecido.
    B. conhece as armas com a palma de sua mão, pois assim foi ordenado por seu mestre, sempre participando dos seus consertos e atualizações e assim podendo repará-las quando necessário, coisa que não costuma ser muito preciso graças a resistência natural do material tecnomágico das mesmas. Para além disso, as armas podem utilizar como munição praticamente qualquer coisa colocada nelas, Sempre Munido (2/3). Sejam as balas moldadas do ferro, colocadas em seu pente comum, seja o ar que entra das aberturas da arma quando seu cartucho está vazio.

    Obviamente um tiro de ar não dói tanto quando uma bala de ferro, mas a gente garante que dói um tanto.

    Leis da Caça:


    Não consegui nada que se assemelhasse as Leis da Caça que imaginei, por isso vou deixar uns desenhos no paint pra exemplificar elas :







    Sussuros — 2 Silenciadores feitos para as Leis da Caça, deixando com praticamente som nenhum as armas que já quase não fazem barulho devido ao tamanho de seus canos.

    (Custo 1)Vestes do Espectro — A Vestes do Espectro é um sobretudo, a princípio ótima para deixar seu usuário mais furtivo, menos notável, sua real função está no seu encantamento. A Veste é capaz de, ao comando de seu usuário, "retornar" para onde ele estava num espaço de até 5 minutos antes. O famoso "Backstep" (3/3). Tal vestimenta foi adquirida por B. ao chegar de seu último trabalho, mais especificamente garantindo sua "liberdade".

    Vestes do Espectro:



    Habilidades:


    (Passiva) — Atirador de Elite: B. tem uma mira impressionante, ele é passível de erro como qualquer um, porém sua margem de erro é extremamente pequena. Isso vem desde um talento natural quanto pelo treinamento usando armas nesse estilo durante sua vida.

    (Ativa) — Tiros Essenciais: Gard tem a capacidade de liberar sua mana natural enquanto segura As Leis da Caça para que as mesmas atirem tal energia pura ou junto ao que estiver na arma, aumentando a capacidade e efeitos da munição. Ex: Munição mais perfurante.

    (Passiva) — Saque Rápido: Gard pode trocar ou empunhar armas, ou a posição da mesma, com velocidade extrema. É natural pra ele e imprescindível essa versatilidade, assim podendo se adaptar a situações diversas.

    (Passiva) — Visão Aguçada: B. consegue enxergar mais longe e melhor que humanos comuns, conseguindo acertar tiros e arremessos a distância maiores com muito mais facilidade.

    (Passiva)
    — Igualdade Noturna: B. não tem nenhuma desvantagem ou vantagem a noite, pra ele realmente tanto faz.


    Proficiências:

    Mecânico de Armas
    — B. conhece a mecânica de sua arma como ninguém, podendo repará-la e até recriá-la com os materiais certos, isso também impele que ele sabe montar armas semelhantes, menos funcionais. É aquilo né, quem precisa de diploma quando se tem vivência.

    Proficiência de Mirolho
    — B. é ótimo atirador, podendo se virar perfeitamente bem com quase qualquer tipo de arma arremesso ou longo alcance.

    Caçador Experiente — Gard sabe caçar desde pequeno, sendo ótimo rastreando seus alvos.

    Historia -
    B. Nasceu de uma mortal, uma humana com um demônio. Vitima de um estupro, sua mãe escondeu o fato de estar gravida até o dia em que a criança viesse a nascer.

    Ishtar era, em sua predominância, uma vila de uma raça de meio humanos, autoproclamados filhos da natureza ( Ishtar'Jin ), esses meio humanos tinham parte de animais em suas fisionomias, por exemplo, a vizinha de sua mãe era um meio-gato, com rabo e orelhas de felino em seu corpo. Isso era normal la. Mas dai, mesmo assim ficou obvio que o garoto, ao nascer, era filho de um demônio, já que ele tinha um rabo bem diferente dos outros membros da vila. O fato de ele ser meio demônio provocou grande repercussão em Ishtar, sua “cidade” natal, levando a parte do lugar contra a mãe do jovem e condenando-a, até pelo motivo deles, em geral, não gostarem muito dos humanos. Mãe e filho, junto, iriam a morrer na fogueira. O que o povo de Ishtar não contava, é com o fato de naquela mesma noite haver uma invasão.

    Bandidos e saqueadores já estavam espalhados pelas colinas em torno da vila, eles mataram todos que tentaram fugir, saquearam toda Ishtar e a queimaram as casas até só sobrar cinzas. Os poucos sobreviventes foram levados para posteriormente serem vendidos como escravos. Só a ideia de vender os meio-animais já deixava os homens do bando loucos, era um negócio muito lucrativo.

    Esse foi o destino da criança, B. , que recebeu seu nome, que foi perpetuado com uma braseira quando foi vendido em Shurai.
    O tempo passou, e como escravo ele aprendeu matemática básica, mas nunca foi lhe ensinado a ler. Seu dono era um velho rígido, mas não abusava fisicamente de B. Era razoavelmente legal, considerando os fatos.
    Ele, pessoalmente, treinava e ensinava B. nas artes. Ele buscava fazer de B. seu mercenário pessoal. Obrigando o garoto a sair em buscas pequenas e a caça de pequenas criaturas  até que ele o considerasse pronto de verdade. No meio de caminho ele testava o garoto para descobrir melhor os pontos fortes dele, assim ele presenteava o garoto com armas que pudessem dar-lhe mais chance de vitória. O garoto se mostrava razoavelmente confortável com a vida de escravo por gostar das buscar que fazia, e é claro, ele adorava testar as armas. Primeiro ele recebeu o gladio, depois foi confiado armas mais potentes como Leis da Caça.

    Em sua ultima busca, B. precisava recuperar um pacote de um homem misterioso. Mas quando chegou, encontrou seu mestre morto no chão, atrás de sua escrivaninha com a sigla E.N.D desenhada em sua testa, acima do buraco da bala. Gardênia não desgostava do cara, mas também não sentiu muito com a perda. Ele estava mais curioso com o pacote, e no mesmo momento o abriu. La dentro ele encontrou a Veste do Espectro, e este item foi sua chave para fora da escravidão.

    Inicialmente sem rumo, B. viu que uma visita a Voyna seria possivelmente lucrativa, além de um ótimo teste para suas habilidades.

    Local Inicial — Voyna
    Nativo de: Ishtar - Anapat


    Desejos profundos (sempre editando porquê desejo muda sempre né):

    Aprender a Ler
    Conhecer o mundo
    Aprender a se comunicar melhor com as pessoas


    Disponibilidade para Postagem - Domingos. Os outros dias a noite.


    Última edição por Gardênia em Seg Fev 27, 2017 4:23 pm, editado 2 vez(es)
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    Kelux_Rrenocfe

    Mensagens : 9
    Data de inscrição : 15/02/2017
    Idade : 20

    Re: Cadastro de Personagens

    Mensagem por Kelux_Rrenocfe em Sab Fev 25, 2017 5:02 am

    Ficha do Personagem


    Nome: Kelux Rrenocfe
    Raça: Nephilim
    Classe: Espadachim
    Level: 1
    Altura: 1,82m
    Peso: 79kg
    Idade: Desconhecida (aparenta 20 anos)
    Divindade: Nenhuma até o momento
    Tendência: Lawful Good

    Aparência:
    Sujeito esbelto, com olhos escuros como a própria escuridão, de pele pálida como a neve, cabelos grisalhos e reluzentes como a prata, porém com um corpo e rosto que não possuem sequer um sinal de envelhecimento. Suas unhas sempre foram escuras como as noites de Lua Nova, quase como já tivessem sido garras algum dia. Possui uma cicatriz em seu olho direito, aparentemente feito por uma espada, porém continua possuindo a visão do mesmo. Raramente esboça alguma fisionomia que demonstre algum sentimento, a não ser que Kelux acredite que o sujeito possua um bom coração ou seja de confiança. Suas vestimentas são da cor de seus olhos, como se não quisesse chamar a atenção com cores vividas, porém suas enormes asas dizem totalmente o contrário: tão grandes que acabam possuindo um comprimento total de quase o dobro do próprio Nephilim. Além disso, elas são semelhantes com as dos anjos, mas a escuridão domina cada uma de suas penas. Possui um colar que carrega consigo desde bebê.
    Aparência:




    Atributos: (Total: 10 pontos)
    Força – 2
    Destreza – 2
    Proficiência Mágica – 0
    Inteligência – 1
    Furtividade – 0
    Constituição – 1
    Carisma – 0
    Agilidade – 3
    Sorte – 1

    Equipamentos: (Total: 2 pontos)
    Mors Gladium: Espada de origem desconhecida no mundo dos vivos, nem mesmo Kelux consegue explicar especificamente como a obteve. Possui uma aura obscura junto de uma luz branca intensa que emana dentro de si. Assim como sua aparência, também tem características únicas que a difere das espadas comuns: é inquebrável (+1 ponto) e possui uma forte conexão com a mente de seu portador, permitindo que Kelux e Mors Gladium tenham uma locomoção instantânea semelhante ao teleporte entre si, como se fosse um efeito de imã entre as mãos do Nephilim e sua espada (+1 ponto).
    Mors Gladium:



    Mother’s Memento: Colar que carrega consigo desde bebê. Não sabe como o mesmo funciona, mas um ser desconhecido lhe disse que o levará para o que busca. O colar transmite uma luz branca cada vez mais intensa de acordo com a proximidade de Haniel (meramente interpretativo, ativado somente pelo mestre).
    Malha de Aço Medieval: Muito usado por guerreiros e espadachins, serve como proteção contra espadas, lâminas e objetos pontiagudos, evitando grandes danos na região do tronco e dos braços. Kelux usa por baixo de sua camisa.
    Porta-Moedas: Pequena bolsa de couro com uma corda fina tachada em sua abertura para poder abri-la e fechá-la. Consegue carregar dentro de si um número considerável de moedas, como também alguns objetos pequenos.
    Faca de Sobrevivência: Presa em um suporte perto de seu tornozelo esquerdo, serve tanto para afiar ou cortar objetos, e também como arma de último recurso.

    Habilidades Passivas: (Total: 4 pontos)
    Voar: Com suas enormes asas, que possuem um total de mais de 3m de envergadura, Kelux consegue alcançar altitudes que a grande maioria sequer conseguirá chegar durante suas vidas (+1 ponto);
    Sexto Sentido: Possui uma percepção extra-sensorial fora do comum, como se fosse uma premonição de um perigo que está para acontecer, permitindo Kelux agir com antecedência ou até mesmo contra-atacar com facilidade certas ações que o coloquem em risco (+1 ponto).
    Anfíbio: Seu corpo se desenvolveu de tal maneira a ponto de poder viver e se locomover debaixo da água do mesmo jeito que consegue viver em terra ou no ar (+1 ponto).
    Determinação Nephilim: Conforme perde HP, gradativamente relacionado com isso sua Força ganha um boost, funcionando como um mecanismo de defesa de seu organismo para situações de risco (+1 ponto).

    Habilidades Ativas: (Total: 1 ponto)

    Silence: Anula os poderes mágicos, vulgo habilidades ativas, de outros indivíduos por um tempo equivalente ao gasto de energia desta habilidade. Quanto mais indivíduos selecionados, maior o gasto de energia para manter o efeito (+1 ponto).

    Proficiências:
    Maestria com Espadas: Tem um domínio sem igual com espadas, podendo utilizá-las tanto para ataque quanto defesa com facilidade;
    Mestre do Voo: Proficiente em tudo que envolve o ambiente aéreo e voar, tem a capacidade de realizar manobras aéreas com uma facilidade surpreendente sem sofrer qualquer dano, o que o torna mais do que apto para combates aéreos.
    Combatente Marinho: Acostumado com o ambiente aquático, como o atrito e a pressão da água, consegue lutar dentro da água como se estivesse em terra no nível do mar.

    Prefácio:

        Muitos já ouviram falar sobre o que é um Nephilim, mas poucos já afirmaram ter visto um, e os que afirmam muitas vezes não tiveram uma boa impressão sobre o que descobriam pelo próprio medo do desconhecido que presenciavam. Criaturas amaldiçoadas pelo simples fato de existirem, são o resultado de um ato carnal entre um anjo e um demônio, e que cujo filhos quase sempre acabam exilados ou mortos por não pertencerem aos mundos de seus pais. Agora tentem imaginar o que pode vir de uma Arcanjo, e de um demônio como também um ex-arcanjo/anjo caído.
        A arcanjo Haniel também é conhecida como a “Glória da Graça de Deus”. Possuindo enorme sabedoria e poder, tem permissão de cuidar de todas as nações dos humanos, como também afetar todos os seus assuntos, podendo alterar o coração e a mente de líderes mundiais apenas para o benefício da humanidade. Ela é capaz de transformar terra estéril em terra fértil e produtiva. Em sua presença, Haniel pode transformar qualquer sensação de desespero em uma grande alegria. Seu símbolo, a Rosa, representa a beleza do crescimento espiritual, podendo ajudar quem necessita desabrochar seus dons espirituais. Ela também facilita a cura física, emocional e espiritual.
        Azazel foi o ex-arcanjo Natanael cuja missão era treinar as tropas celestiais e ser um emissário enviado para o mundo dos humanos. Nesta missão teve relação com as mulheres dos homens, o que levou a cair e ser banido do Paraíso. Depois disso, acabou se tornando um demônio e rei dos Shekmitas, raça de demônios meio homens e meio cabras. Seu poder é equiparável com os demônios mais fortes do Inferno, respondendo somente ao próprio Lúcifer. Além de tudo isso, também foi um dos responsáveis a ensinar os homens fabricarem armas, principalmente espadas.
        A arcanjo e o demônio acabaram se deparando um com o outro numa das vezes que Azazel vagava entre os homens. Haniel não podia permitir que o ex-arcanjo se intrometesse negativamente mais uma vez na vida dos humanos, mas não imaginava o quanto sucumbiria com o tanto que ambos possuiam em comum. Ambos apaixonados pelos humanos, acabaram também se apaixonando um pelo outro, e com isso geraram um filho que causaria tremor em seus mundos.
        A vida de Kelux estava destinada a ser o maior tabu para as duas raças. Ainda na barriga de sua mãe, já era caçado por exércitos do Céu e do Inferno, ambos motivados por razões diferentes, mas mesmo assim não eram suficientes para pararem um casal de tamanho calibre até para os mais poderosos de suas raças.
        Após seu nascimento no mundo dos humanos, os anjos surtavam e até mesmo temiam o que poderia vir no futuro de um Nephilim de pais tão renomados, e eles não queriam arriscar conhecer. Foi então decidido que os principais quatro arcanjos fossem enviados para acabarem como todo esse alvoroço que acontecia no Paraíso.
        Azazel não era o suficiente para enfrentar sozinho Miguel, Gabriel, Uriel e Rafael. Quase sem energia enfrentando os quatro arcanjos ao mesmo tempo, foi então que Haniel tomou uma das suas decisões mais dificeis: entregou Kelux para o demônio e o ordenou que fugisse para o mais longe possivel. Muito ferido e sem energias para combater ou refutar, como também frustrado por não haver outra alternativa no momento, Azazel sumia quase que instantaneamente do alcance dos Arcanjos, deixando apenas Haniel lidar com os seus semelhantes.
        Quando enfim chegava do outro lado do mundo, também chegava a hora do demônio tomar a sua grande decisão: vendo o tanto que a vida de seu filho estava em risco na presença deles, sabia que teria que se afastar para despistar o perigo de Kelux. Assim feito, deixava o pequeno bebê Nephilim dentro de um cesto na porta de um casal humano, junto de um colar de Haniel para que o menino no futuro possa saber e buscar o que ele realmente é, e então antes de partir selava o futuro poder que seu filho chegará a possuir, sendo desfeito o lacre apenas em uma situação de risco, assim disfarçando a verdadeira identidade do pequeno Nephilim até lá.
        Azazel então partia para o seu mundo, porém com um peso enorme sobre suas costas, não tinha nenhum sinal sequer de sua amada, muito menos energia para ao menos voltar lá, como também teria que deixar seu filho no mundo dos vivos para protegê-lo. Apenas o tempo decidirá o que o pequeno Kelux terá que aguardar sem sequer possuir conhecimento dos perigos que lhe cercam. Enquanto isso, o demônio restauraria seu poder e planejava recuperar tudo que perdeu usando o seu exército de Shekmitas.

    História:
        Kelux foi criado por um casal de humanos na cidade de Senjinochie¹, interior de Tekunoroji, que o acolheu ainda bebê quando foi deixado na frente da porta da casa deles. Embora soubessem desde o início que o bebê não era comum, nada disso afetou para que cuidassem do pequeno Nephilim como fosse seu próprio filho, mas isso não era um problema em uma cidade onde várias raças viviam em harmonia. Não eram ricos, nem pobres, mas possuiam o suficiente para que não faltasse nada para seu novo filho.
        O tempo passou, e assim Kelux cresceu, passando a aprender tudo que era essencial, desde os estudos até coisas como experiência em combate, tudo isso com a ajuda de seus pais adotivos e todos as outras pessoas que convivia. Mesmo possuindo aparência semelhante com a dos humanos, era evidente para os outros que Kelux não se tratava de um indivíduo qualquer, tinha uma certa facilidade de perceber e aprender as coisas, como também era bem ágil e forte em combate, mas o menino Nephilim nunca percebeu isso com clareza especificamente pelo fato de não saber que seu verdadeiro poder estava selando dentro de si. Mas não por muito tempo...
        Quando enfim atingia a maioridade -pelo menos a dos humanos-, seus pais realizavam uma pequena comemoração com alguns convidados próximos dentro da casa da família. Tinha de tudo para ser um dia mais do que feliz, mas algo de ruim estava para acontecer. Houve um grande barulho no meio da sala, seguido de uma enorme nuvem e poeira, e só depois que a mesma começou a abaixar que perceberam que uma criatura muito estranha havia adentrado a casa por um buraco que tinha quebrado pelo teto.
        Com longas asas negras, uma máscara com fisionomia sádica que cobria seu rosto por completo e uma espada com um comprimento de quase o dobro do braço do indivíduo, aquele ser analisava o rosto de cada um naquela casa, como se estivesse procurando por alguém. Quando avistou o rosto de Kelux, finalmente a criatura voltava a se mexer, e numa velocidade impressionante. Assim que o Nephilim percebia que era o alvo, rapidamente se esquivava de um golpe de espada vindo da criatura, escapando por poucos milímetros, e assim foi então que todos ali perceberam que era hora de combater ou fugir.
        Muitos ali fugiam em histeria com medo da situação, e alguns poucos decidiam ficar para combater a criatura ao lado de Kelux, incluindo seus próprios pais adotivos. Todos ali presentes então tentavam atacar a criatura, mas o pequeno espaço para combate e a tremenda diferença de forças resultaram numa chacina. Era gritante a diferença de forças entre a criatura e os demais ali, a cada golpe de espada era pelo menos um com membros amputados ou cortado ao meio. Tendo consciência da atual situação, os pais do Nephilim o mandavam fugir dali imediatamente, mas ele se recusava sem pensar duas vezes.
        Kelux então avançava de mãos limpas na direção da criatura, mas o mesmo desviava com facilidade de todos os golpes, e desferia um golpe que resultaria em um ataque certeiro no garoto Nephilim. Fechava os olhos quando percebia a morte iminente, mas não sentiu nenhum arranhão, porém quando os abria, o desespero e a raiva o dominavam instantaneamente. Seus pais haviam usados seus próprios corpos como escudos para proteger pela última vez o amado filho que tinham, resultando em uma cena que até mesmo os mais fortes de estômago sentiriam um enjoo.
        O ódio então dominava a mente de Kelux, o fazendo entrar em um estado de frenesi que o permitia apenas pensar em eliminar aquele maldito, o que resultou na quebra do selo que havia dentro de si, despertando todos seus poderes adormecidos até então. Enormes asas negras cresciam em suas costas, rasgando sua camisa. Sentindo uma enorme quantidade de poder correndo pelas suas veias, o garoto Nephilim partiu freneticamente na direção da criatura, desferindo vários golpes certeiros, sem nenhuma possibilidade de defesa de seu adversário, conseguindo até desarmar o mesmo de tão abatido.
        Percebendo a situação que se encontrava, a criatura então fugia voando em direção ao céu. Kelux tentou persegui-la com suas novas asas, porém sem sucesso, elas ainda não respondiam com a mesma velocidade que pensava agir, voando desengonçado e sem possibilidade alguma de alcançar seu oponente, caindo alguns segundos depois, abrindo mais um buraco no telhado da casa e aumentando mais ainda a quantidade de escombros dentro dela. Foi então que o garoto Nephilim também caia de volta para a realidade. Por mais que se perguntasse o porquê de a criatura ter fugido daquele jeito mesmo ele sendo o alvo e continuando vivo, a resposta estava logo ali: todos que conhecia e tudo que tinha não existia mais, não restava mais nada além de uma casa destruída e corpos ao chão. Kelux caia aos prantos, não havia mais nada que pudesse fazer, uma explosão de sentimentos acontecia em sua cabeça e não sabia o motivo daquilo tudo, muito menos o que fazer com aquilo. Foi então que misteriosamente uma voz ecoava em sua mente.

    - Não queria lhe colocar dentro de batalhas que não são suas, mas parece que a partir de agora será inevitável. Entrego então para ti algo que lhe acompanhará por todo o seu percurso nessa guerra sem fim.


        Eis que então uma aura negra começa a desabrochar do nada em sua frente, seguido de um breve flash de luz branca intensa. Uma espada de aparência única surgia disso tudo, e se deixava ser empunhada pelo garoto Nephilim como se fosse mágica.

    - O nome dela é Mors Gladium, ela servirá como arma e proteção exclusivamente para você. Ainda não posso te ajudar diretamente, mas prometo que um dia voltaremos a estar juntos, nós três. Não pense que isso também não tem nenhum sentindo, Kelux. Você pode não saber quem sou, mas eu sei exatamente quem você é. Se você deseja saber quem realmente é, basta carregar o seu colar que possui desde criança, ele te levará na direção do caminho que procura...


        Depois disso, a voz desaparecia como poeira ao vento. Não sabia se aquilo lhe ajudaria ou era uma armadilha, mas estava certo que ficar ali no que restava de sua casa e seus conhecidos não o levaria para lugar algum. Se sentia sem chão quando olhava para tudo aquilo novamente, mas toda a raiva que ainda permanecia dentro de si o fazia querer se vingar daquela maldita criatura, não descansaria até fazer o mesmo com ele e qualquer um que estivesse envolvido nisso.
        Não sabia por onde começar, nem mesmo onde e como aquele colar o levaria para encontrar o que realmente procura, mas de uma coisa estava certo, se quisesse trilhar esse caminho, teria que se tornar mais forte. Assim decidido, Kelux pegava o que podia carregar consigo e partia em viagem. Para onde? Nem ele mesmo sabia, de início só queria abandonar aquela cidade e todas as lembranças que deixava lá, mas estava convencido que iria ficar mais forte a qualquer custo.
        Desde então, Kelux viajou por várias cidades, muitas nem sequer fazia ideia da existência das mesmas até então, mas em todas que passava suas primeiras visitas eram as tavernas e as guildas dos mercenários. Sempre aproveitava para tentar arranjar serviços para se sustentar como também coletar informações de qualquer paradeiro importante, como também pesquisar por mestres ou professores que pudessem lhe ensinar técnicas e habilidades que o tornassem mais forte.
        Primeiro começou pesquisando sobre alguém que pudesse lhe ensinar a voar melhor, sua primeira experiência foi frustrante, e queria concertar isso. Certa vez, enquanto visitava a guilda de Genshiryoku², ouvia mercenários dizerem que nas trilhas que passavam pelas montanhas ali perto vivia um clã de gárgulas, e que raramente deixavam forasteiros passar por ali. Kelux não pensou duas vezes, arrumou suas coisas e partiu diretamente ao local comentado.
        Chegando em seu destino, o Nephilim foi recebido por dezenas de gárgulas, a maioria tão grandes quanto ele, porém uma que chegava logo depois das outras era alguns palmos maior, alcançando mais de dois metros de altura, além de possuir uma aparência diferente das outras e, por mais incrível e bizarro que pareça, também sabia falar.

    - Como ousa invadir nosso território?! Pensei que o recado já estava dado para o povo de sua cidade depois que enviamos vários de seus semelhantes de volta com o rabo entre as pernas. O que pretende agora? Diga imediatamente ou repetiremos tudo que fizemos com vocês sem dó nem piedade!

        A gárgula que aparentemente era o líder do clã falava com agressividade exalando junto de suas palavras, porém Kelux não se abalava, sabia que era um risco que correria assim que colocasse seus pés naquele local. Explicava então para o líder do clã dos gárgulas sobre o seu real motivo ali, o que levou a ir até aquele local, e que também não era um humano como alguns pensavam, principalmente para os gárgulas, que possuíam pouquíssimo contato com outras raças. Na dúvida, porém menos agitado, o líder dos gárgulas respondia.

    - Não sou de deixar uma situação dessas passar assim tão fácil, mas seu ar de seriedade sobre tudo que falou foi convincente para mim. Eu me chamo Ferox, mas meu clã me chama de Grande Xamã. Não vejo nenhum mal em te treinar, mas isso terá custos. Passamos por condições precárias desde que alguns humanos começaram a nos caçar. Tentamos barrar algumas rotas deles para que eles ficassem isolados e sentissem medo para que parassem com isso, mas não vem funcionando muito bem. Se você conseguir trazer mantimentos e ervas hospitalares ou qualquer coisa do tipo, farei o que deseja.

        Kelux ficava eufórico com o que ouvia, porém não demonstrou nenhuma feição em seu rosto para não causar qualquer desentendimento com aquelas criaturas. Voltava então para a guilda dos mercenários de Genshiryoku² focado em sua nova meta, precisaria de mais dinheiro para poder comprar o que os gárgulas queriam e assim iniciar o seu treino. Desde então começou a realizar quase que o dobro de serviços do que realizava antes, assim conseguindo dinheiro suficiente para se sustentar e pagar o seu treinamento. Em seu tempo livre quase sempre estava treinando com Ferox, que aos poucos foi ensinando o Nephilim tudo que sabia sobre voar e combates aéreos, desde as acrobacias simples até coisas como métodos para atingir grandes velocidades no ar sem danificar seu próprio corpo.
        Conforme se passava os dias que Kelux frequentava a guilda de Genshiryoku², um indivíduo que também vivia muito por ali começou a despertar interesse no Nephilim. Possuia uma aparência bem velha, cabelos e barba longos e grisalhos, além de um kimono de cor básica visivelmente de um samurai, acompanhado de uma katana, porém o que mais chamava a atenção era sua cicatriz em seu rosto. Em uma das vezes que Kelux procurava por algum serviço no mural da guilda, esse indivíduo não perdeu tempo para conversar.

    - Vejo que tem se esforçado bastante. Não sei se tudo isso é determinação focado em algo, mas torço que seja, porque se for algo diferente disso, provavelmente te levará para um mal caminho que dificilmente poderá voltar.

        Kelux quase mandou um “não é da sua conta” só que mais rude, porém mudou todo seu pensamento quando olhava para o indivíduo. Percebendo que o mesmo se tratava de um espadachim, aquele era o momento perfeito para tentar descobrir se ele era bom o suficiente, e se o caso fosse verdadeiro, talvez até na possibilidade de conseguir um mestre para seu treinamento com sua espada. Explicava então para o sujeito que buscava ficar mais forte devido a acontecimentos passados, tentando explicar o máximo possivel sem estender muito a conversa, e então pedia pela possibilidade de poder ser treinado com a espada por aquele senhor. O velho samurai ouvia tudo ao mesmo tempo que ficava com um ar de seriedade e pensativo, porém respondia logo em seguida.

    - O seu real objetivo por tudo isso realmente tem um grande motivo por trás, mas não lhe ensinarei se não mudar este seu pensamento. Ficar mais forte para tentar matar alguém só te levará para um mundo cheio de dor e escuridão. Apenas mudarei de opinião caso se torne meu aprendiz e esteja de acordo em evitar matar qualquer um em seu caminho, exceto caso seja necessário para salvar a vida de alguém. Caso opte por seguir a minha regra, lhe ensinarei tudo que sei de bom grato. Mas saiba que caso aceitar e não cumprir a regra, eu mesmo farei questão de puni-lo com minha própria espada.


        Kelux não planejava seguir aquela regra de jeito nenhum, mas aceitou da boca para fora, assim pelo menos conseguiria mais um dos treinamentos que queria. Assim que o velho samurai ouvia um “sim” como resposta, um grande sorriso brotava em seu rosto, dava então leves tapas no antebraço do Nephilim, e então ia embora, se despedindo daquele dia com algumas palavras.

    - Temos um acordo então. A partir de agora se dirigirá a mim por mestre Musashi. Esteja aqui amanhã logo após o Sol nascer, você não fará mais tarefas simples e fáceis de conseguir dinheiro, eu mesmo irei selecionar os serviços que realizaremos, em troca te pagarei com quantias maiores das que tem recebido. Não esqueça de trazer sua espada todos os dias, mas acredito que um ser como você é mais fácil esquecer qualquer outra coisa, mas não sua espada
    .

        Assim feito, a partir daquele momento a rotina do Nephilim mudava drasticamente, passaria então dedicando quase que todo seu tempo para seus treinamentos. Pelas manhãs e parte das tardes treinava na casa de Musashi, pequena e feita de madeira, porém com um amplo espaço ao redor cercado de árvores. Seus treinos eram bem variáveis, alguns dias dedicavam totalmente em movimentos e posturas com a espada, desde como atacar como também defender contra oponentes maiores quanto menores, sem sofrer com variação de peso e altura, indo até treinos de cortar e perfurar com a espada vários objetos e materiais, chegando até usarem carne de animais mortos para isso. Nos dias que não treinavam, quase sempre Musashi arranjava alguma missão específica que era necessário combate, assim pondo em teste o que haviam treinado nos dias anteriores, vendo os resultados durante as missões, e corrigindo o necessário durante os próximos treinamentos.
        Durante o fim da tarde de todos os dias frequentava o clã dos gárgulas, continuando seu treinamento que envolvia voar e combates aéreos, até que um dia Ferox dizia que acreditava que o Nephilim já teria aprendido tudo que o clã dos gárgulas podiam lhe ensinar, e que agora apenas um teste poderia provar aquilo. O teste seria enfrentar cinco gárgulas ao mesmo tempo, e conseguir derrubar todos. Kelux não sabia se conseguiria superar todos os seus inimigos ao mesmo tempo, mas sabia que seu treinamento com a espada viria a calhar naquele exato momento.
        Por possuir um alcance maior do que os gárgulas devido a sua Mors Gladium, Kelux sabia que teria vantagem contra oponentes que usavam basicamente suas garras como armas, o que o fez abusar dessa brecha para superar a desvantagem em número que enfrentava. Os gárgulas tentavam fazer o máximo para cansar o Nephilim, mas Kelux foi derrubando um a um enquanto tomava apenas alguns arranhões. Depois de derrubar todos os gárgulas que enfrentava, o Grande Xamã aplaudia com uma fisionomia de satisfação.

    - Parabéns! Você é o primeiro que consegue ultrapassar minhas expectativas sem ao menos ser um de nós. Uma pena que acredito que perderemos sua presença em nosso clã para o mundo, mas estaremos abertos para qualquer visita sua. De hoje em diante voltaremos para o topo das montanhas deste local, a caça é mais escassa por lá, mas assim pelo menos evitaremos mais confrontos com os humanos. Quem sabe num futuro próximo podemos voltar a viver nessa trilha novamente, assim talvez encontremos outro sujeito igual a você.

        Kelux se despedia do clã dos gárgulas, e era eternamente grato para Ferox, mas sabia que tinha muitos obstáculos pela sua frente, e que poderia ficar se preocupando com todos os detalhes que encontrasse em seu caminho. Com um treinamento completado em sua lista, restava apenas se preocupar com as exigências de Musashi. O treino com o velho samurai continuou seguindo firme e próspero, faltava pouco para atingir o máximo que seu mestre tinha para lhe ensinar. Os treinos e as missões selecionadas ficavam cada vez mais desafiadores, porém um dos serviços que teria que realizar colocaria tudo em risco.
        Musashi havia escolhido um serviço em que Kelux teria que realizar sozinho. Tratava de invadir uma casa de um assassino em série e trazê-lo vivo ou morto. Ficava meio óbvio que isso tudo era um teste de seu mestre, só precisava trazer o alvo vivo sob custódia, ou em último caso matá-lo se o mesmo colocasse alguma vida em perigo no processo. Deixou para realizar o serviço durante a noite, para não atrair qualquer outro problema, invadindo a casa do sujeito, o encontrando dormindo em seu quarto. Situação simples, bastava render o sujeito, porém não esperava que o mesmo estivesse preparado. Assim que adentrava o quarto, a luz se acendia, e o alvo puxava uma espada debaixo dos lençóis da sua cama que estavam logo ao lado de si.
        Um combate de espadas acontecia naquele pequeno cômodo, o alvo tinha algumas dificuldades com o manuseio de sua arma devido ao pouco espaço, porém o Nephilim havia sido treinado pelo seu mestre para uma situação daquelas, tornando fácil prever e defender cada movimento de seu oponente. Quando a situação parecia estar sendo controlada, Kelux começava então a pensar no seu passado, nos seus pais e amigos mortos, o fazendo alucinar sobre o serial killer que tinha na sua frente, tentava imaginar quantas pessoas o mesmo poderia ter matado, e então um grande ódio começava a dominar sua mente.
        Ficou um tempo quase que dominado pelas suas lembranças enquanto batalhava contra seu alvo, porém quando voltava a si mesmo, percebia que havia feito algo que não devia. Enquanto deixava o ódio dominar sua mente, havia perfurado com sua espada a barriga de seu oponente, fazendo um ferimento mortal sem volta nenhuma. Um grito atordoante escapava da boca do serial killer, seguido de sua morte e um quarto banhado em sangue. Kelux não se preocupou tanto de início, apenas teria que dar alguma explicação para o seu mestre por ter matado seu alvo, porém seu pensamento mudou drasticamente depois de ouvir um barulho perto da porta e ver o que causava aquilo.
        Uma pequena criança aparecia perto da porta, se apoiando no batente da mesma, enquanto coçava os olhos de sono com uma das mãos. Não sabia se tratava-se de mais uma possível vítima do serial killer, mas naquele momento podia ser qualquer coisa. Depois de avistar o sujeito caído, a criança então aparentemente despertava e corria para tentar sacudir o corpo ao chão.

    - Papai? O que aconteceu? Levanta, papai!

        O Nephilim imediatamente entrava em um estado de choque. Começou a suar frio, seus olhos arregalavam, mal conseguia piscar, toda sua raiva havia se tornado em um desespero sem fim, a única coisa que passava pela sua cabeça era que agora ele que seria a criatura que matou o pai daquela criança para sempre. Depois de tudo isso nem conseguia mais olhar no rosto da criança, fugindo logo em seguida pela janela do quarto, sem ao menos esperar por qualquer reação.
        Sua cabeça estava totalmente bagunçada naquele momento, não sabia o que fazer depois daquele acontecimento, o único lugar que conseguia pensar em ir era para a casa de seu Mestre Musashi, a assim seguia loucamente atrás de seu destino. Assim que chegava, adentrava a casa do velho samurai sem ao menos bater na porta, o acordando no meio daquela noite que não parecia ter fim, o fazendo puxar a sua katana e quase partir para cima do Nephilim com o susto, mas parando imediatamente assim que reconhecia o seu aluno.
        Inquieto e com voz trêmula, Kelux contava todo o acontecimento para Musashi, que ouvia tudo aparentemente calmo, fechando seus olhos durante a conversa. Assim que o Nephilim terminava de falar, o velho samurai sacava sua espada com uma velocidade surpreendente, tão rápido que nem seu próprio aluno conseguiu ter qualquer reação com o movimento realizado, apenas tendo tempo de se afastar um pouco para trás por puro reflexo. Kelux misteriosamente começava a sentir algo escorrendo pelo lado direito de seu rosto, percebendo do que se tratava de seu próprio sangue apenas quando passava sua própria mão para verificar. O Nephilim não soube reagir novamente, estava novamente em desespero sem saber o que fazer, até que Musashi enfim quebrava o silêncio entre os dois.

    - Este foi seu último aviso! Falei que não deveria matar a não ser que necessário! O sujeito até podia merecer, mas você acabou deixando mais uma família em ruínas matando ele! Como se sente sabendo que você criou o mesmo cenário que te assombra até hoje para outra pessoa?!

        Dito isso, o Nephilim caia aos prantos ajoelhado aos pés de seu mestre, nunca se perdoaria pelo que havia feito. Musashi então o levantava pelos braços e o abraçava, voltando a falar calmamente.

    - Eu sei que não é possível mudar o passado ou corrigir nossos erros, estamos fadados a viver com isso, mas se você se arrependa disso, ao menos tente corrigir o que fez, e faça pelos outros algo que você sempre quis, mas nunca pôde ter.

        Depois de se acalmar, Kelux então percebia que não ajudaria em nada lamentar por aquela situação, e que também não queria que aquela criança passasse pela mesma situação que ele, o fazendo decidir que todo o dinheiro que ganhasse nas missões que o velho samurai lhe mandasse fossem mandados para a família da criança. Nem de longe achava que seria o suficiente para reparar o que havia feito, mas não queria ficar sem fazer nada, e aquele era o único método de ajudar naquele momento para ele.
        Alguns anos haviam se passado. Kelux já não era o mesmo, havia se tornado mais sério e focado em seu objetivo, como também em seus treinos. Treinando ao lado de Musashi, já era reconhecido até pelos mais experientes espadachins por suas habilidades junto de sua Mors Gladium. Desde que começaram a perceber que seus treinos estavam ficando limitados com ambos fixados em apenas um local, aluno e mestre começaram a viajar pelo mundo novamente em busca de novos desafios que os tornassem cada vez mais fortes. Lado a lado, possuíam uma sinergia tão grande que poucos conseguiam se equiparar.
        Em uma de suas paradas de descanso, assim que a noite caia Kelux e Musashi começavam a se preparar para acampar na praia ao oeste mais próxima da capital de Tekunoroji. Mas não tiveram tempo de terminar. Kelux sentia uma espécie de mal presságio, e uma sensação dessas numa noite naquele local não era o melhor sinal. Não demorou muito para que percebesse uma criatura sobrevoando poucos metros acima de suas cabeças. A escuridão não ajudava, mas o Nephilim reconhecia assim que a criatura se aproximava. Estava novamente frente a frente com o assassino de seus pais.
        Kelux não pensou duas vezes, sacou a sua espada e partiu para cima da criatura, nem ao menos dando tempo para Musashi tentar entender a situação. A briga começou sendo bem intensa e acirrada, as espadas quase não se desencostavam em pleno ar, mas com o tempo o Nephilim percebia que não era o único que havia melhorado. A criatura já não era mais a mesma, seu poder havia crescido de tal maneira que fez Kelux pensar se aquele realmente seria o seu fim, mas Musashi intervia no meio do combate, defendendo o Nephilim de um possível ataque mortal. Ambos lutavam de igual para igual, mesmo com a desvantagem do velho samurai por não poder voar. Assim que tinha uma oportunidade, Musashi gritava para Kelux enquanto ainda continuava em combate.

    - Fuja! Você é o alvo principal! Enquanto continuar aqui este ser também continuará inquieto buscando te matar. Eu o segurarei até você conseguir se esconder em algum lugar seguro, irei atrás de você assim que a criatura for embora.

        O Nephilim não queria deixar o seu mestre ali, mas sabia que o plano fazia sentido e não havia motivo para não segui-lo. Kelux saia em disparada para o seu lado oposto ao que acontecia o combate. Voava baixo beirando o mar na esperança de encontrar alguma caverna na praia que pudesse se esconder, mas não demorou muito para que o pior acontecesse. Apenas alguns minutos depois, a criatura o alcançava, voando logo a frente dele. Kelux não sabia se ficava preocupado com o que via em sua frente ou em que situação poderia estar o seu mestre. Tentou voltar para verificar, mas a criatura o cercava em qualquer direção que tentasse seguir.
        Kelux voltava então ao combate de espadas no ar com seu inimigo. A criatura levava o combate para o meio do mar, e possuía um objetivo com isso. Assim que percebia uma brecha, desferia um golpe com a espada em diagonal na direção do peito do Nephilim, realizando um corte profundo e fazendo o mesmo cair ao mar desacordado. Satisfeito com o que presenciava, a criatura ia embora, da mesma forma que Kelux ia para o fundo do oceano.
        O Nephilim já esperava sua morte naquele momento. Mal tinha forças para se locomover, lutava para se manter consciente, mas o ferimento ia roubando as energias que lhe restavam. A última coisa que avistava era alguns vultos ao seu redor, mas desmaiava assim que o ar lhe faltava. Acordava então desesperado, e quando percebia, estava no que parecia um quarto de hospital, porém estava cercado por meia dúzia de seres que possuíam aparências totalmente fora do que estava acostumado a ver, aparentemente aquáticas, até que finalmente se dava conta que ainda estava na água. Entrava em desespero pensando que morreria afogado, mas para sua surpresa nada acontecia, pelo contrário, se sentia mais vivo do que nunca. Assim que seu surto se encerrava, um dos seres se dirigia para Kelux.

    - Antes que faça qualquer pergunta, seja bem-vindo à Imorinoōkoku³. Eu sou o seu médico. Já deve ter notado, mas caso não tenha, somos um reino de tritões. O fato de ainda estar com vida é graças à nós. Foi realmente difícil te puxar de volta do mundo dos mortos com aquele seu ferimento. Algumas partes de seu pescoço, como também algumas costelas e seu pulmão direito foram drasticamente danificados, então tivemos que substituir essas partes por órgãos de alguns dos nossos que já morreram em batalha para salvá-lo. Não esperávamos que a operação realmente seria um sucesso com um ser da terra, aparentemente seu corpo não é como o dos outros. Mesmo assim, acredito que deva estar cansado, não é para menos que ficou em coma por mais de uma semana. Por ora aproveite o descanso, mas assim que estiver totalmente recuperado, se dirija ao nosso Rei para se apresentar e lhe servir com o que ele te ordenar. Poderíamos ter optado por salvar um dos nossos futuramente, mas escolhemos você em seu momento de risco, então esteja disposto a nos pagar de volta.

        Kelux acenava a cabeça e agradecia de bom grado. Descansou por algumas horas enquanto tentava entender o lugar que estava, mas impaciente do jeito que era, não demorou para que o Nephilim se levantasse de seu lugar de repouso para conhecer o local. Enquanto andava pela cidade subaquática em seu caminho a procura do palácio do Rei, admirava as grandes construções feitas com base na arquitetura clássica, porém com aquele toque tecnológico, mesmo estando tudo debaixo d’água. Não demorou muito para que avistasse uma enorme construção no centro da cidade, sendo gritante o local óbvio que deveria ir. Assim que chegava no palácio, era recebido agressivamente por vários soldados que guardavam o local, mas logo se curvavam quando percebiam a presença de um ser de maior tamanho e aparência exótica.

    - Você deve ser o indivíduo que todos falam. Não vejo nada muito especial em você, mas levando em conta sua postura, acredito que deva ser algum guerreiro da terra. Estamos em tempos difíceis, muitas raças andam agitadas por causa de boatos da Fenda, então acho que esse será o momento perfeito para você nos pagar de volta. Procure por Odisseu na nossa Área de Treinamento próxima de nossa Base Militar, ele saberá o que fazer com você.

        Kelux não gostava muito do jeito que era tratado pelo Rei, mas era o mínimo que achava que teria que fazer por terem o salvado e também por ficar sabendo que poderia estar treinando ali. A imagem de seu mestre Musashi passava pela sua cabeça naquele momento, só então finalmente se dava conta de que mal sabia por onde o velho samurai se encontrava, muito menos se o mesmo ainda estava vivo ou morto. Queria partir naquele exato momento para procurar pelo seu mestre, mas não podia nem conseguiria na sua atual situação, fora que deveria se preparar mais caso a criatura estivesse esperando pela sua volta. Cerrava seus dentes por se sentir incapacitado, mas teria que engolir um pouco suas preocupações e seu orgulho, pelo menos por enquanto.
        Assim que chegava na Área de Treinamento, avistava uma boa quantidade de tritões realizando atividades físicas e de combate. Um indivíduo em específico chamava sua atenção. Era bem maior de altura e fisicamente comparado aos outros, certamente aquele deveria ser o Odisseu que o Rei se referiu. Se aproximava do mesmo e se apresentava, lhe dizendo os reais motivos de estar ali.

    - Com esse corpo raquítico, duvido muito que me sirva para algo, mas vamos ver do que é capaz. Me ataque com tudo que tem. Isto é uma ordem, soldado!

        O Nephilim puxava sua espada meio hesitante, mas era obrigado a agir quando Odisseu vinha com um enorme tridente em suas mãos na sua direção. Conseguiu defender o ataque com muita dificuldade de locomoção, mas era atingido por um forte golpe de cauda do tritão, ficando atordoado por alguns segundos. Tentava então se afastar de seu adversário, porém sem sucesso, Odisseu se movimentava de uma maneira como se cortasse a água em sua volta, enquanto Kelux, por mais que se debatesse para nadar, mal saia do lugar. Percebendo a atual situação, o tritão resolvia interromper o combate.

    - Você pode até ser um ótimo lutador em terra, mas ficou claro que aqui em baixo você não é nada ainda. Com o treinamento certo talvez você tenha alguma chance, mas se optar por isso, pode ter certeza que irei sugar até seu último pingo de energia para te lapidar do jeito que eu bem quiser. Fui claro, soldado?! E pare de tentar nadar que nem um desesperado, se não tem calda ou nadadeira, use o que tiver para nadar, ou um dia será morto por esse seu pensamento imbecil. Você não tem asas? Então aprenda a usá-las para algo além de enfeite.

        Parecia que nenhum ser vivo daquela cidade um dia chegaria a lhe agradar, mas Kelux aceitava de qualquer maneira a proposta de Odisseu. Ambos começaram a passar boa parte de seus dias treinando intensivamente. Primeiro começaram com treinos aquáticos individuais básicos, até aprender a trabalhar todos os movimentos debaixo d’água, desde como se locomover, se acostumar com a pressão em lugares mais profundos, como até aprender a cortar a água de todas as maneiras possíveis. Foi bem demorado, mas enfim o Nephilim estava começando a se adaptar ao mundo subaquático.
        Depois de tanto treinamento individual, Kelux começou a participar de treinamentos do próprio exército de Imorinoōkoku³, participando de alguns pequenos combates pelo mesmo em prol de defender o reino. Alguns anos se passaram até que o Rei finalmente acreditava que o Nephilim já tinha pago todas suas dívidas pelo que haviam lhe feito. Kelux também havia se desenvolvido muito nesse tempo, o próprio Odisseu mal o reconhecia mais como um ser da terra que nem o enxergava no começo. Era então o momento de finalmente voltar para terra firme.
        Muito grato por tudo que haviam feito por ele, Kelux se despedia de todos que haviam lhe acompanhado em sua trajetória em Imorinoōkoku³. Carregava consigo mais um mestre em suas memórias, mas estava na hora de continuar o seu caminho, como também procurar o seu outro mestre. Com todos os boatos que ouviu da Fenda, principalmente do Rei tritão, restava apenas procurar por esse local, talvez fosse sua primeira pista para encontrar tudo que queria. Decidia então ir para o melhor lugar de seu país para sondar informações sobre isso: Shorai.

    Local Inicial:
    Cidade de Shorai, Tekunoroji.

    Disponibilidade para Postagem: 
    Dias de semana depois das 22h e finais de semana apenas dependendo de compromissos, mas na maior parte estarei livre quase todos sábados e domingos.





    1. Senjinochie - Cidade do interior de Tekunoroji, possuindo uma grande concentração de casas, comércios, porém poucas indústrias e bases militares. Por mais que seja afastada de outros locais, ainda assim é modernizado e avançado no quesito tecnológico devido ao seu país.

    2. Genshiryoku - Cidade afastada da capital, situada no meio de uma região montanhosa, devido ao fato de ser responsável pela criação de energia nuclear de grande parte do país. Possui uma grande quantidade de bases militares e mercenários que procuram por serviços que o exército não deseja realizar, porém quase não possui civis.

    3. Imorinoōkoku – Cidade subaquática situada há apenas alguns quilômetros da praia ao oeste de Tekunoroji menos distante de sua capital. Os tritões a dominam, e possuem uma boa base militar e armamentos dentro dela.

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    EDIÇÃO DO MESTRE
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    FICHA APROVADA


    Level: 1
    HP: 150/150 - MP: 150/150
    Experiencia: 20/50
    Fama: Desconhecido
    Itens: Kit Básico (3 poções de cura e 3 poções de mana), 50 Moedas de Bronze

    MilaDiLuna

    Mensagens : 18
    Data de inscrição : 27/02/2017

    Ficha de Nonna Othala

    Mensagem por MilaDiLuna em Qui Mar 02, 2017 1:55 pm

    Nome – Nonna Othala

    Idade - 17

    Raça – Elfo/ Humano (híbrida)

    Classe –
    Sacerdotisa

    Level –
    01

    Altura –
    1.53 (como Nonna é metade elfa anã, ela possuí baixa estatura por natureza.)

    Peso – 50kg

    Divindade – Freya

    Tendencia - Leal - Leal (boa)

    Aparência – Nonna tem uma pele pálida, porém suas bochechas são levemente rosadas dando um pouco de cor a sua face. Possuí lábios pouco carnudos, porém levemente rosados (quase esbranquiçados). Quase sempre se abrem para dar um sorriso convidativo e amistoso.
    Seus olhos são médios e azuis como safiras brilhantes. São olhos curiosos e inquietos, sempre observam detalhe por detalhe.
    Os cabelos da garota são brancos quanto à própria neve, lisos e cortados até o queixo. Quase sempre estão arrumados, ou com restos de plantas grudados em algumas mechas por conta das suas caminhadas até o bosque.

    Nonna possuí um corpo magrelo, sua pele é um pouco ossuda dando a entender que é pouco nutrida.
    Suas orelhas são do tamanho de uma orelha humana, porém são pontudas como as de um elfo.


    Atributos:

    Forca – 01

    Destreza – 01


    Proficiência Mágica – 02

    Inteligencia – 02

    Furtividade – 01

    Constituição – 01

    Carisma – 02

    Agilidade – 01

    Sorte – 01

    Equipamentos – Um pingente dourado com o formato da runa nórdica Othala, dado por Perth Skif, o melhor amigo de Nonna. Tem um grande valor sentimental para a garota e ela nunca o retira do pescoço.

    - O anel de bronze de seu falecido pai. Ele possuí um buraco vazio que, um dia, já fora preenchido por uma pedra vermelha dado pelo próprio deus Frey ao seu fiel sacerdote.

    - Um longo bastão de ferro de, aproximadamente, um metro.

    Habilidades:

    Passivas –
    Força de Vontade - Quando algum aliado se encontra ferido, a vontade de ajudá-los por si só já se torna combustível para os poderes de Nonna, sendo assim, os alvos feridos mais gravemente recebem um bônus na cura. Em outras palavras, quanto mais ferido o alvo estiver, mais forte se torna os efeitos de Solas Leor.

    Enfraquecer a escuridão - Os efeitos de curas são modificados para causar dano em criaturas das trevas, guiando-se pelo coração dos alvos. Um adversário com más intenções, por exemplo, tomará dano.

    Sorte em esperança: Devido a sua devoção pela deusa da luz e da morte, em uma situação perigosa, a primeira letalidade (um crítico ou golpe letal) contra Nonna é amparada por uma situação de "milagre", que obviamente deve ser condizente com a narrativa.
    Comunicação com a natureza - Principalmente com os felinos, animais símbolo da deusa, Nonna tem grande proximidade, podendo até mesmo se comunicar e entender os animais.

    Ativas –
    Solas Leor - Nonna conjura uma forte luz do céu que se concentra em um alvo, curando-o. A magia depende da luz do sol, podendo usar a luz da lua, mas não em cavernas.

    Proficiências:

    ~ Perícia em procedimentos medicinais sem magia.
    ~Conhecimento sobre plantas e ervas, principalmente as medicinais.




    Historia –
    Nasci na ilha do extremo sul de Hendel e cresci ao lado do meu querido pai, Ahadi Othala. Ele era um dos maiores sacerdotes de Frey da nossa aldeia, seu templo era muito visitado e respeitado até pelos mais profanos ladrões.

    Oh, está perguntando pela minha mãe? Bom, acho que já sabe a resposta.
    Ela morreu dando a luz a mim.

    De acordo com o meu pai, minha mãe se chamava Belle, ela era uma elfa e sacerdotisa do templo de Freya que ficava em outra aldeia do outro lado das montanhas.

    Cresci ouvindo histórias da minha mãe, o quanto ela era dedicada em tudo o que fazia e da sua aproximação com a deusa Freya, além de a deusa ter lhe concedido poder, ela a concedeu beleza inigualável.

    Como eu sempre quis ser como a minha mãe, resolvi seguir os passos dela e me tornar uma sacerdotisa de Freya. Com a ajuda de alguns amigos da família, nós construímos um templo para a deusa Freya ao lado do antigo templo do meu pai.

    Um dia, não muitos dias depois de eu ter completado dezessete anos, meu pai ficou muito doente por motivos misteriosos. Ele não queria me contar a respeito, nem queria que eu tentasse ajudar. Ele só queria... Descansar.

    - Tem coisas na vida que não podemos evitar Nonna. – ele me disse com sua voz fraca por conta da doença.

    - Mas não é para isso que existimos? – perguntei com meus olhos cheios de lágrimas. – Sacerdotes são feitos para curar, são feitos para salvar! Deixe-me te curar papai.

    - Nós não podemos evitar a morte por muito tempo, minha querida. A morte é para todos, sem exceção. – ele pousou sua mão sobre a minha e sorriu. Pude ver seus olhos verdes brilharem por um instante. – Prometa para mim que você trará orgulho a Freya como sua mãe trouxe. Prometa dar o seu melhor.

    - Papai... não fale assim. – apertei sua mão e pousei minha testa nela. Não queria que ele visse minhas lágrimas. Já sabia o que iria acontecer no dia seguinte. – Eu prometo.

    Senti a outra mão do meu querido pai acariciar minha cabeça.

    - Obrigado. – ele fechou os olhos e sorriu. – Eu te amo.

    Não consegui responder, apenas chorei. Lágrimas e mais lágrimas deslizavam pelo meu rosto, algumas caíam em minhas mãos trêmulas e na saia do meu longo vestido.
    Passei a noite ao lado do meu pai, pois queria aproveitar a presença dele ao máximo.



    No dia seguinte, meu pai não acordava. Sua pele estava mais pálida que o normal e seus lábios estavam roxos.
    Ele havia partido.

    Com muita dor no coração, fiz uma oração à Freya e pedi para que ela guardasse sua alma e para que Frey o honrasse do mesmo modo que meu pai o honrou.

    Após a oração, coloquei o corpo na grama do jardim. Um vento morno de verão passou pelo meu rosto como se estivesse me confortando, depois o vento rodeou o corpo do meu pai com delicadeza.

    Em menos de dez segundos, aquele corpo havia se transformado em poeira dourada e as folhas das árvores se juntaram a poeira para subir aos céus. Podia sentir as poucas flores do meu jardim desejar subir junto às folhas.

    Meus lábios se abriram para formar um sorriso ao finalmente perceber o que estava acontecendo.

    Freya havia atendido minha oração e Frey, o deus que meu pai servia com tanto amor, o levou para o paraíso. Ambos os deuses os honraram.

    De repente, o mesmo vento que havia levado meu pai, trouxe o anel que pertencia a ele.

    “O anel do Sacerdote Ahadi agora lhe pertence.” Disse uma voz suave como à brisa de verão e ao mesmo tempo potente como a luz do sol. Não consegui identificá-la, mas meu peito se preencheu de conforto.

    Imediatamente coloquei aquele anel no meu dedo indicador direito e deslizei meu outro dedo indicador sobre os detalhes daquela peça fina feita de bronze.
    Meu pai tinha me contado histórias maravilhosas a respeito daquele anel e do quanto ele significava, pois era um presente de Frey.
    Porém, notei algo diferente no anel, a pedra vermelha e reluzente que costumava fazer parte da peça não estava ali. Frey deve tê-la removido.

    Algumas semanas se passaram até que eu finalmente tomei coragem de deixar a aldeia e ir para a cidade de Geld para morar com meus tios por parte de pai. Eles não eram sacerdotes, mas eram donos de uma padaria muito simpática.

    (Obviamente pedi permissão para a deusa Freya para fazer essa viagem, a púnica resposta que obtive foi “essa viagem será necessária para você encontrar seu caminho, apenas vá.”)

    Após arrumar minhas coisas, que não eram muitas, fui em direção às docas para pegar um barco e ir até Geld. Não tinha muito dinheiro, apenas quatro moedas de outro, três de prata e uma de bronze. Sem contar que junto às moedas havia um pedaço de madeira pequeno com uma runa entalhada. Era a runa Perth, a runa do cálice vazio, mas também a runa da sorte, havia entalhado essa runa na noite passada.

    Quando me dei conta, já tinha chegado ao meu destino.

    - Três moedas de ouro! – disse um rapaz com a barba mal feita e cabelos compridos até o meio das costas.

    - Mas, o senhor não acha esse preço um pouco caro demais? – questionei.
    - O país ta em crise, nanica. – ele fez uma pausa e pigarreou. – Três moedas de ouro ou nada feito.

    - Nanica?! – resolvi ignorar tal ato extremamente rude e dar as moedas para ele.

    Ele estendeu sua mão suja e pegou minhas moedas para depois colocá-las no bolso de seu casaco marrom escuro.

    - Para onde deseja ir? – o hálito daquele rapaz cheirava a hortelã, mas suas roupas fediam a tripa de peixe. Uma combinação extremamente enjoativa.

    - Geld, por favor. – ajeitei minha capa vermelha e retirei o capuz que cobria meus cabelos brancos.

    O rapaz me analisou de cima a baixo e depois subiu no enorme navio.

    - Tudo bem. – ele estendeu a mão para que eu pudesse entrar no navio. – Tem permissão para viajar sozinha, nanica?

    - Meus pais estão mortos e a única família que eu tenho está em Geld, então, sim. Tenho permissão para viajar sozinha. – fiz uma breve pausa para que a minha próxima fala não soasse muito rude. – E pare de me chamar de nanica.

    - Não sei o seu nome, por isso te chamo assim. – o rapaz era multitarefa, ele retirava a âncora enquanto conversava comigo.  

    - Sou Nonna Othala.

    - Othala? Como a runa? – ele arqueou a sobrancelha.
    Suspirei e me afastei um pouco.

    - Exato. – minha voz não soou rude, mas soou cansada e um pouco triste.

    - Sou Perth Skif, prazer. – ele sorriu. Perth tinha os dentes da frente separados, mas vamos dizer que isso era seu charme físico.

    Então ele tinha um lado educado. Fiquei impressionada, de certa forma.
    Três semanas de viagem foi o bastante para que Perth e eu nos conhecêssemos bem e nos tornássemos grandes amigos.

    Perth não é tão rude assim depois que você o conhece bem. Ele morava em Voyna, mas após perder os pais para a guerra ele e os dois irmãos mais velhos vieram para Hendel para ver se começavam uma vida melhor. Um dos irmãos faleceu e o outro foi recrutado para ir até a Fenda, não voltou desde então.


    - Então, basicamente eu sei o que é se sentir sozinho. – Perth guiava o navio com o olhar perdido no horizonte.

    Já eu estava sentada em um banquinho de madeira um pouco afastado das bordas do navio, meus olhos se fixaram no perfil de Perth. Parecia tão... perdido, distante.

    Quando fui me levantar para dar um abraço no meu amigo para confortá-lo, algo caiu do meu bolso. Era a runa que havia trazido para me dar sorte. A runa Perth.
    Peguei-a e a coloquei no bolso do casaco do meu amigo perdido.

    - Essa runa é o meu presente para você. – sorri. – Uma forma de você saber que não está mais sozinho.

    Ele tirou as mãos do timão e pegou a runa, ela a encarou com um sorrisinho discreto.

    - Obrigado, nanica. – dito isto ele me abraçou fortemente. – Segure o timão, vou buscar algo que fiz pra você.

    - Tudo bem. – o obedeci e tomei o maior cuidado para não desviar o barco sem querer.

    Não demorou dez minutos para que Perth voltasse com as mãos para trás.

    - Feche os olhos e estenda uma das mãos.

    O obedeci novamente e senti algo levemente morno tocar a palma da minha mão.

    - Posso abrir? – perguntei com muita curiosidade. – O que é?

    - Veja você mesma. – ele sorriu e voltou a segurar o timão com uma das mãos.

    Quando abri meus olhos, vi na palma da minha mão um pingente dourado da runa que carregava meu nome, Othala. Significava herança, aquilo que lhe é importante. Mas também era muito usada em funerais para simbolizar respeito ao membro da família que havia partido.

    - É linda! Como você fez? Pensei que era apenas um pescador e um capitão solitário. – brinquei.

    - Tem muita coisa que não sabe ao meu respeito. – aquele tom de voz não soou ameaçador, mas soou como um desafio.

    Nos abraçamos novamente, porém desta vez o abraço foi mais demorado, mais carinhoso. Pude sentir a mão de ele acariciar meus cabelos e os lábios dele beijarem o topo da minha testa.
    - Obrigado por existir. – ele sussurrou.

    Aquela pequena frase de agradecimento preencheu meu coração de alegria em saber que alguém estava grato por me conhecer. Aquele sentimento tornou pingente mais valioso.


    Local Inicial – Hendel

    Disponibilidade para Postagem – Quando há feriados não tem um horário exato nos dias de segunda à sexta, porém nos fins de semana o horário será sempre 14h30min até 16h00min.
    Quando não há feriados: Segunda à Sexta: 13h30min até as 17h40min no máximo.

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    EDIÇÃO DO MESTRE
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    FICHA APROVADA


    Level: 1
    HP: 150/150 - MP: 200/200
    Experiencia: 0/50
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    Yui Montaigne

    Mensagens : 23
    Data de inscrição : 02/03/2017

    Re: Cadastro de Personagens

    Mensagem por Yui Montaigne em Qui Mar 02, 2017 10:37 pm

    Nome – Yui Montaigne

    Idade – 20 anos

    Raça - Humana

    Classe - Maga

    Level – 1

    Altura – 1,65

    Peso – 50kg

    Divindade – Não serve a nenhuma divindade.

    Tendencia – Leal - Bom

    Aparência – Ruiva de cabelos longos, pele branca, corpo bem torneado e peituda.



    Atributos

    Forca - 0

    Destreza – 1

    Proficiência Mágica – 5

    Inteligência - 1

    Furtividade – 0

    Constituição - 1

    Carisma - 1

    Agilidade – 2

    Sorte - 0

    Equipamentos

    Crystallum Glaciem [1]: Presilhas em forma de floco de neve ganhas de Freya assim que começaram os treinamentos, apesar de parecerem apenas um enfeite para o cabelo são um item mágico com capacidade de amplificar a magia de Yui dobrando seu poder. Yui sempre as mantém no cabelo.

    Liber Saeculorum – Magia Branca: Grande e antigo livro de magias poderosas, que sobreviveu a várias eras. Não se sabe ainda o porquê de sua importância nem o seu poder.

    Adaga: Adaga pequena, fina e bem afiada possui corte nos dois gumes. Fica escondida numa bainha na bota de Yui.

    Mochila: Uma mochila de tecido bem resistente co apenas uma alça que Yui usa atravessada ao corpo. Leva nela o Liber Saeculorum, algumas peças de roupa e seu dinheiro.

    Habilidades

    Passivas

    Lumen Interius: Yui possui um brilho interior que a concede três vezes mais mana que uma pessoa normal.

    Ativas


    Impedimentum [2]: Uma barreira formada por uma luz dourada no formato de um triângulo invertido. Resistente a ataques físicos e mágicos. Suporta quatro ataques ou dura por três rodadas.

    Panacea: Yui tem o poder de usar sua luz irradiada sobre outro ser para recuperar ferimentos desde que não sejam profundos.

    Lumen: Yui dispara um raio de luz dourada super concentrado com capacidade de por em brasa, queimar, incandescer o que toca.

    Proficiências

    Afinidade Mágica: Yui tem grande facilidade em aprender e dominar magias.

    Conhecimento de poções: Sabe fazer uma grande variedade de poções de mana, cura, antídotos e até venenos.

    Atração Animal: Yui tem afinidade com todos os tipos de animais, eles não a atacam e interagem com ela como se fosse um deles, chegando ao ponto de obedece-la.

    Historia

    Essa história começa com uma noite fria onde mal se podia ouvir algo que não fosse à chuva caindo. A chuva era tão forte que abafava o som dos vendedores que nunca paravam, mas não foi o suficiente para abafar o som da batida na porta da família Montaigne. Com um cesto na mão a governanta Esperança clamava por sua Senhora. Todos estavam espantados, com a pequena criança de aparentemente seis meses que trazia consigo apenas um bilhete escrito Yui.

    Leonel Montaigne um dos mercadores mais bem sucedidos da capital olhava com desprezo para a pequena menina, nunca tivera paciência com crianças e nem queria uma, mas sua esposa Luna estava radiante coma idéia de ser mãe. Assim foi decidido que a pequena abandonada seria agora Yui Montaigne. Três anos se passaram a criança era calma e tranqüila e andava por todos os lados da casa. Mas uma tragédia aconteceu, Luna adoeceu e morreu. Leonel ficou muito amargurado e mergulhou no trabalho para suportar o sofrimento da perda. Yui ficou aos cuidados de Esperança, pois sempre que Leonel via a menina se lembrava de Luna e se enchia de ódio como se culpasse Yui pela morte da mulher.

    Esperança tinha uma idade avançada, mas mesmo assim tratava Yui com muito amor e carinho, transformando-a na medida em que crescia numa jovem gentil e amável que a ajudava em todos os afazeres domésticos. Sem contar também que a menina era muito inteligente.

    Yui sempre foi apaixonada por animais, mas seu pai nunca a deixa ter um o que entristecia a criança, mas ela sempre respeitava a vontade do pai. Em seu aniversário de 10 anos Esperança deu um cachorrinho para Yui sem que seu patrão soubesse. Elas cuidavam do cachorro e o mantinham num lugar onde Leonel nunca ouviria os latidos. Contudo numa noite o pequeno animal fugiu e foi em direção ao quarto de descanso de Leonel. Quando Yui e Esperança perceberam saíram procurando o animal por toda a casa, porém quando o encontraram já era tarde. Leonel num surto de raiva havia espancado o cachorrinho que se encontrava a beira da morte. Enquanto Yui se dirigia ate o cachorrinho, Leonel ia irado em direção de esperança gritando:

    - Eu disse que não queria cachorros nessa casa! Mas você tinha que me desobedecer. Tinha que dar o cachorro para essa porcaria de criança!

    As palavras entravam como uma faca no coração da pequena. Então Yui via seu pai ir para cima de Esperança para agredi-la. Sem pensar duas vezes Yui entrava na frente para proteger a única pessoa que realmente a amava desde que sua mãe morrera. Leonel então deferia um tapa com as costas da mão no rosto de Yui a atirando longe. Nesse momento Leonel parecia acordar de sua fúria, pois via em Yui o rosto de Luna. Dava então um empurrão na governanta e saia do quarto dizendo que não queria as duas mais lá jogando um saco de moedas no chão se referindo a ele como a Herança de Yui.

    A jovem sangrava pelo canto da boa, mas isso não a incomodava, ela corria em direção ao cachorrinho que parecia estar em seus últimos suspiros o segurava forte em seus braços e começava a chorar implorando para que ele não morresse. Nesse momento uma forte luz cobria as mãos de Yui e envolvia o corpo do cachorro recuperando sua saúde. Esperança ficava observando a cena maravilhada.

    - Já sei pra onde vou te levar menina arrume suas coisas.

    Enquanto arrumavam as coisas para deixarem a casa do Sr. Montaigne Esperança falava de uma grande maga branca que existia na cidade. Contava que ela já estava com mais de cem anos e que ela seria perfeita para ensiná-la a usar corretamente a magia. Juntas caminhavam até uma casa que lembrava as antigas casas dos generais. Esperança batia a porta e uma mulher que não parecia ter mais do que uns 40 anos aparecia. Yui ficava no portão enquanto Esperança contava tudo o que acontecera. Depois de uns dez minutos as duas se juntavam a Yui. Esperança então fazia a apresentação:

    - Pequena! Essa é Freya Scutum. Ela vai cuidar de você e te ensinar o que você precisa.

    Yui cumprimentava a mulher e então retrucava esperança.

    - Você Vai ficar com a gente, né?

    Esperança sorria e fazia um afago na cabeça da jovem.

    - Não minha pequena. Eu vou voltar pra minha cidade em Girav e vou levar nosso amiguinho de quatro patas para que nada a distraia no seu treinamento.

    A pequenina deixava rolar uma lagrima de seus olhos, mas acenava positivamente com a cabeça aceitando que agora sua vida era nova. Ambas sabiam em seu coração que jamais esqueceriam uma a outra.

    Durante cinco anos Yui treinou magia com Freya e foi muito amada pela mesma. Era como se Yui suprisse pelo menos um pouco a falta que Freya sentia de seu filho Erick. Após ele desaparecer a tristeza tomou conta de seu pai e ele morreu apesar de toda a magia de Freya. Ela viveu muitos anos sozinha na espera do retorno de Erick e usava a magia para se manter jovem e saudável. Freya e Yui eram inseparáveis até uma noite fria e chuvosa, era como se esse tipo de noite sempre trouxesse mudança para a vida de Yui. Pessoas que pareciam pertencer a um culto secreto invadiram a casa de Freya. Essa imediatamente entregou um livro de feitiços para Yui e jogou uma magia que mantinha a jovem e o livro fora da visão dos invasores. O livro era familiar para a menina, era um livro de magia branca, muito antigo e com magias muito poderosas.

    Freya lutou como pode, mas os invasores eram muitos e ela foi atingida por uma espada, bem próximo do coração caindo no chão. Após revirarem toda a casa e não acharem nada, foram embora deixando Freya com seus últimos suspiros. Yui havia presenciado tudo protegida pela magia, mas a debilidade de Freya fazia a magia ser quebrada. Yui tentava de tudo que podia para curar Freya, mas nada parecia adiantar. Não tinha poder suficiente. Freya com suas últimas forças abraçava Yui e deixava sua última ordem, “Proteja o Livro”.

    Yui não sabia o porquê de o livro ser tão importante, mas o protegeria de todos. Com Freya morta e a casa já tendo sido revirada Yui decidiu permanecer na casa de Freya, pois seria o local mais seguro. E assim parecia até que completou vinte anos...  

    Local Inicial – Geld – Capital de Hendel

    Disponibilidade para Postagem – De segunda a sexta sem horário definido, às vezes mais de uma vez ao dia se possível. Fim de semana é esporádico, às vezes impossível.

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    EDIÇÃO DO MESTRE
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    FICHA APROVADA


    Level: 1
    HP: 150/150 - MP: 300/450
    Experiencia: 30/50
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    Erick

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    Data de inscrição : 17/02/2017

    Re: Cadastro de Personagens

    Mensagem por Erick em Sex Mar 03, 2017 12:46 am

    Nome: Erick Lucis Scutum

    Idade: 25

    Classe: Cavaleiro

    Level: 1

    Altura: 1,75

    Peso: 77kg

    Divindade: Gaia

    Tendência:  Leal/Bom

    Aparência: Erick tem um porte atlético, com olhos castanhos, e de cabelo na coloração preta todo bagunçado.  Ele veste uma jaqueta preta com botões em forma triangular feito de prata. Por debaixo da jaqueta ele usa uma camisa cinza escura. Veste calças no tom escuro e botas. Obs: segue o da foto mesmo.

    Atributos
    Força: 3
    Destreza: 2
    Proficiência Mágica: 0
    Inteligência: 0
    Furtividade: 0
    Constituição: 3
    Agilidade: 2
    Sorte: 0[/b]


    Equipamentos:

    Avalon [2 pontos] – Avalon é o escudo criado por Gaia, dado como “presente” à Erick. O escudo ele tem a forma de um disco côncavo, com diâmetro de 75 cm,  pesando cerca 6kg.  Devido ao seu formato o escudo ele funciona como uma espécie de bumerangue, podendo ricochetear dependendo da forma que for arremessado.  
    O material que o escudo é feito é desconhecido. Possui uma mistura na cor azul  e dourada, sendo que bem no centro do escudo existe um cristal que emite um brilho toda vez que Erick o empunha.  O escudo é indestrutível.
    Além disso, ele possui um vínculo com o cavaleiro. Basicamente o escudo retorna as mãos de Erick por vontade própria, após um arremesso ou caso seja “roubado”.





    Cota de malha de titânio: Erick possui uma cota de malha feita de titânio extremamente leve. Ela é capaz de suportar alguns golpes perfurantes ou cortantes, da cintura pra cima. A armadura cobre apenas o corpo  deixando os braços expostos.
    Bolsa de viagem: Erick carrega uma bolsa, na qual guarda um saco de dormi, um pouco de comida, e alguns equipamentos simples como poções, dinheiros e tranqueiras.

    Adaga: Uma adaga simples.

    Bússola: Uma bússola qualquer, que ganhou dos comerciantes que o acolheram.

    Habilidades Passivas:

    “Never give up “ [2]– Erick possui uma determinação extrema desde pequeno.  Mesmo que seu corpo esteja gravemente ferido, ele é capaz de ignorar as restrições por dores e ferimentos, podendo lutar “normalmente”, com o custo que o dano sofrido é maior nessas situações. Além disso, quanto mais seu corpo recebe danos mais a força de Erick aumenta.

    Acrobacia – Erick possui grande destreza corporal. É capaz de utilizar movimentos acrobáticos tanto para esquiva quanto para ataque. Além disso é capaz saltar grandes distâncias sem receber grandes ferimentos.

    Habilidades Ativas:

    God Strenght – Erick é capaz de canalizar mana em seu corpo para que ganhe força para ser aplicada em um único movimento. O bônus de força é proporcional à quantidade de mana queimada para aplicação da técnica.

    Sacrifice  – Erick é capaz de definir um aliado. Quando o aliado é definido uma aura dourada recobre o corpo do alvo. A partir deste momento todo dano que o aliado sofrer é revertido diretamente a Erick.

    Proficiências:

    Estilo de Combate – Erick possui um estilo de combate único. Ele utiliza o escudo  e os próprios punhos durante o combate.  Um estilo de combate rápido, que utiliza soco, pancadas ou arremessos com escudo e chutes.

    Conhecimento Militar  - Erick passou muito tempo no exército. Possui um vasto conhecimento em táticas militares.

    Montaria – Erick é um exímio na arte do hipismo, podendo tirar o máximo do cavalo ou qualquer que seja a montaria.

    História:

    É incrível como as coisas podem mudar de repente. De um dia para o outro você é apenas alguém fraco que busca a grandeza e que de repente vira um herói, e que de repente tudo isso some e te joga para o escuro. Bem isto é um resumo de minha história.
    Meu nome é Erick Lucis Scutum,  e pertencia à uma família de nobres de classe alta da capital do Reino de Handel. Filho de Freya e Arthorios.  Minha mãe era uma grande curandeira de Handel, e meu pai general do exército. Eles sempre me ensinaram que deveria seguir o caminho da luz e da justiça. Além disso, meu pai me ensinava à arte a arte da espada. Contudo isto não era algo que eu levava muito jeito. Em compensação com o escudo, este, por mais estranho que pareça eu demonstrava perfeito manuseio. Em várias ocasiões, enquanto treinava com meu pai, eu acabava utilizando o escudo como “arma” juntamente de meus punhos.  Enquanto meu pai me ensinava a defender, a minha mãe me ensinava a utilizar magia de propriedades sagradas.  E assim o tempo foi passando, e fui crescendo. Metia-me em vários problemas defendendo crianças menores dos clássicos valentões. E basicamente em todas elas eu apanhava e muito. Digamos que eu tinha habilidades, mas o meu corpo era fraco, e eu tinha alguns problemas físicos. Quando completei 18 anos não pude me alistar para me tornar um soldado de Handel, devido à falta de porte físico e os problemas de saúde. Isto foi um tanto decepcionante pra mim e para meu pai. Minha mãe tentava me consolar e que dizia que havia outras coisas que eu poderia fazer.  
    Já aos 20 anos, certo dia meu pai me apresentou uma pessoa que mudaria a minha vida. Uma mulher de mais ou menos 35 anos, loira, e que usava óculos arredondados de armação grossa. Era a Dr. Elisa Niesten. Segundo meu pai, ela era a mais importante cientista de Handel e que havia estudado em várias escolas de Tekunoroji. Ela me contou que estava trabalhando em um projeto que tinha relação com Gaia, a árvore do milagre, contudo ela não havia me dado mais detalhes.
    Aliás, como ela havia mudado meu destino?  Certa noite, no gelado inverno, enquanto caminhava pelas ruas da capital, eu ouvi gritos em um beco escuro.  Corri para ver o que era, sem pensar no perigo. Eram três ladrões tentando sequestrar a Dr. Elisa.  Sem pensar corri para cima dos três na tentativa de salvá-la. Aquele dia eu realmente havia apanhado. Mas sempre me mantinha em pé cada vez que era derrubado. Até que eles perderam a paciência, e eu havia recebido o que era pra ser o golpe final.  Uma facada no peito bem próximo ao coração. E nesse momento o sinal da guarda soava bem próximo. Os ladrões saíram correndo me deixando estatelado no chão.  A doutora rapidamente me olhou e dizia em um tom preocupante.

    [Elisa]
    - Idiota.. Por que fez isso... O ferimento foi direto no coração....Não vai ser possível recupera-lo com nenhuma magia. Nem mesmo sua mãe...Erick.. Fique acordado....FIQUE ACORDADO!

    Essas foi as últimas palavras que ouvi naquele momento. O que aconteceu?
    Bem...A Dr. Elisa pesquisava uma fórmula nomeada por ela mesmo como Miracle. Basicamente a fórmula era para criar o Super Soldado, através de células da árvore do milagre, Gaia. Ela brigou com superiores,  políticos, enfim todas as autoridades para aplicar a fórmula em mim. Com certo receio, as autoridades foram de acordo.
    Dr. Elisa havia aplicado a fórmula Miracle em mim. No mesmo instante, meu corpo havia regenerado o ferimento. Curado minhas doenças.  A fórmula havia elevado meus atributos à um estágio sobre-humano. Pelo menos isto era os “primeiros efeitos”.  Quando abri os olhos, as primeiras pessoas que vi, foram meus pais, e a Dr.Elisa. Esta me explicou o que havia acontecido. E neste momento ela havia me dito algo que nunca irei- me esquecer.

    [Elisa]
    -Erick...Esta fórmula é único no momento. Você vai entrar em fase de testes. Se tudo der certo, você será nosso herói...Mas sabe...Isto me custou muito... Eu pensei em usar em alguém que já conhecia o poder. Mas tinha medo que o Miracle  desse poderes inimagináveis para alguém que já é forte, e o que ele poderia fazer com esta força. Quando conheci você, soube de seu altruísmo, de suas atitudes um tanto tolas e de seu bom coração. E principalmente quando me salvou...Ou tentou. Foi neste momento que percebi que merecia a fórmula. Você conhece a fraqueza, sei que irá dá valor ao que Gaia está te dando. Seja um bom homem.

    Deste dia em diante passei a realizar testes, ir me acostumando com novo corpo e poderes.  Pouco a pouco fui ganhando oportunidade no exército. Fui subindo minha patente, atingindo grandes níveis.  E assim cinco anos se passaram. Havia atingido status de heróis de Handel. Era bem conhecido por todos. E até mesmo entre os outros reinos. Mas tudo na vida que vem fácil vai fácil.
    Tivemos uma grande batalha bem próximo à fenda contra criaturas estranhas que tentavam invadir nossos territórios. Os três reinos se juntaram e mandaram seus exércitos para proteger as fronteiras. Em meio ao combate, quando estava próximo à fenda, meu corpo reagiu. Uma luz tomou meu corpo e me puxou direto para fenda.
    Poucas coisas me lembram desse momento em diante. São apenas flashs em minha memória. Eu estava flutuando em uma imensidão escura. A única coisa que emitia luz era meu corpo. Uma mulher vestida toda de branca, encapuzada, estava em minha frente. Lembro que tive muitas conversas com ela. Mas especificamente lembro-me de duas.

    [Mulher]
    - Olá jovem humano.. Ou devo dizer...Semi-humano... Meu nome é Gaia...Não sou uma Deusa.  Ou uma Titã... Apenas uma entidade que dita o curso do seu universo. Esperei alguns anos pra retirar você de seu mundo. Queria ver o que faria com seus poderes. E não vou mentir que me surpreendeu. Porém humano, os Deuses começaram a reagir. Aquelas criaturas que estavam saindo da fenda é por culpa de vocês humanos.  Ainda que indireta. Aquilo é uma mensagem dos Deuses para pararem de buscar poder.
    -Erick, ao usar a célula de uma criação direta minha o fez ganhar poderes que podem alcançar limites que podem ameaçar os deuses. E estes quiseram te eliminar antes que pudesse tornar-se uma ameaça. Foi por isso que retirei você daquele plano. Não podia deixar uma criação dos deuses morrer, por um sentimento tão “humano” dos deuses. Ficara aqui comigo... Até quando eu achar necessário. Não se preocupe. Não está morto. E nem que todos os deuses se juntem. Jamais chegaram neste plano...

    Não sei quanto tempo se passou desta primeira conversa para a segunda. Mas ao que parece foi muito...Ou pouco.. A noção de tempo era nula.. Eu não envelhecia, não sentia sono, nem fome nem nada. Apenas sobrevivia naquele lugar.

    [Gaia]
    - Semi-humano Erick... Devo dizer que seu momento de retornar chegou... Tem algo em seu mundo que você deve cumprir... Destino cuidará para que o desafio chegue diante de você. Creio que irá precisar disto...
    Neste momento Gaia fazia um movimento e criava um escudo.
    - Até aonde me recordo. Você usava os punhos e um escudo. Você é um humano interessante... Ao menos tem uma personalidade melhor que os “Deuses” que criei. São tão tolos buscando mais poder e temem uma possibilidade de você alcança-los... Já você se se contentou com pouco...
    - Ia me esquecendo. Este escudo se chama Avalon. Ele será seu enquanto ele entender que você é digno dele. Ele te protegerá e aqueles que você aprecia. E sempre voltará para você enquanto for merecedor...
    -Apenas para não ficar perdido meu rapaz... 80 anos se passaram... Seus pais. Aqueles que conheciam. Provavelmente Hades já os levou... E não se esqueça. Seu corpo não é mais o mesmo. Ficou muito tempo parado meu caro semi-humano. Seus poderes voltaram à forma mais primitiva. Se quiser. E conseguir, é claro. Terá que aprimorar este corpo de novo. E talvez seja bem mais difícil... Até breve...

    E está foi a minha última lembrança de Gaia. Eu acordei próximo à fenda, com as mesmas roupas de antigamente. Eu estava confuso. Triste. Fiquei jogado próximo à fenda por dias. Meu corpo não entendia nada. Minha mente muito menos.  Fui acolhido por um casal de viajantes. Eles me situaram dos acontecidos. Pouco relatei sobre mim. Até me acostumar de novo com a realidade caminhei junto com eles. Quando estive finalmente bem, decidi que era hora de partir. Rumo? Gendel, capital de Handel.  Deveria visitar o túmulo de meus pais, e Dr.Elisa...

    Local Inicial: Geld, Hendel
    Disponibilidade para postagem: Segunda à sexta na parte da noite. E de fim de semana não faço ideia.[/b]



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    Andrews

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    Re: Cadastro de Personagens

    Mensagem por Andrews em Seg Mar 20, 2017 6:13 pm

    Nome - Andrews Arthurians.

    Idade - 23 anos.

    Raça - Humano/Ciborgue.

    Classe - Cavaleiro.

    Level - 1.

    Altura - 1,70.

    Peso - 80kg.

    Divindade - Não acredita em nenhuma.

    Tendencia - Chaotic Good.

    Aparência -
    Spoiler:

    Atributos:

    Forca - 2

    Destreza - 2

    Proficiência Magica - 1

    Inteligencia - 1

    Furtividade - 1

    Constituição - 1

    Carisma - 1

    Agilidade - 1

    Sorte - 1

    Equipamentos: Braço cibernético: Braço esquerdo de Andrews foi substituído, após seu acidente, por uma prótese cibernética, que expande sua força em 1.2x nesse membro em questão.

    Falchion: Espada que era de seu tutor.
    Spoiler:

    Mirror Shield: Escudo com aço extremamente polido na parte frontal, tão polido que é idêntico a um espelho que pertencera ao seu pai.
    Spoiler:

    Habilidades

    Ativas - Falcon Punch!: Andrews concentra sua força em sua prótese tecnomagica e desfere um soco com a força expandida em 200%.

    Control: Consegue manipular o ar.

    Hacker: Consegue se infiltrar em qualquer tecnologia.

    Passivas - Hide: Consegue se ocultar, se tornando difícil de detectar.

    Dark Vision: Consegue enxergar em ambientes escuros.


    Proficiências

    Mestre das lâminas: Andrews tem maestria com armas brancas;

    Xeque-Mate: Possui extenso conhecimento de táticas de combate.

    Tecnomagia: Tem maestria na tecnologia usada em sua prótese

    Historia - A nordeste de Hendel bem na divisa entre Voyna e Tekunoroji existe uma cidade que durante muito tempo foi negligenciada apesar de sua posição tão estratégica, Camelius.  Percebendo que a cidade estava morrendo seus líderes resolveram fazer um acordo comercial com Voyna e Tekunoroji. Voyna contribuiria com um pequeno exército e alguns comandantes para proteger as terras da cidade permitindo que Camelious crescesse e em troca a cidade que outrora via seu fim próximo forneceriam alimentos para o exército de Voyna que ficava na divisa com Hendel. Já com Tekunoroji o acordo era um pouco mais sombrio. Tekunoroji forneceria seu conhecimento tecnológico em troca de cobaias para seus experimentos não permitidos dentro das fronteiras do seu próprio país.
    Devido a todos esses acordos a família Arthurians se manteve no comando da cidade por anos, sempre que um Arthurians morria o descendente mais próximo ao antigo líder assumia o poder, e sempre com a missão de manter os acordos. Andrews fazia parte da atual família no poder. E como todos os seus ancestrais tinha muito que aprender para que a cidade continuasse a prosperar. Contudo Andrews era uma criança rebelde e como os outros meninos de sua idade queria apenas brincar. Não entendia a importância de toda aquela disciplina e rigidez por parte de todos que o cercavam, assim sendo, vivia fugindo para brincar com seus amigos na floresta próxima a cidade.
    Em um desses dias de brincadeiras Andrews e seus amigos foram longe demais floresta à dentro numa área que o exercito da cidade não fazia ronda. Lá tinha uma cabana abandonada caindo aos pedaços. Todos ficaram entusiasmados com a descoberta e transformaram a cabana em seu quartel general. Todos os dias os garotos iam à cabana e brincavam como se fossem grandes soldados de Camelius. Mas as brincadeiras tiveram que cessar. O pai de Andrews muito irado montou uma guarda especial para vigiar o garoto e assim o mesmo poder aprender quais eram seus deveres para com a cidade. Aquilo deixara o garoto muito chateado e numa noite bem escura Andrews fugiu.
    Sem muito pra onde ir resolveu passar a noite na cabana, mas o que o rapaz não sabia era que a cabana agora era de um grupo que planejava um ataque a Camelius. No grupo tinha de tudo, desde ladinos, guerreiros renegados, magos das trevas, tudo de escória que podia existir pelo mundo. Andrews ouviu todo o plano de invasão escondido num lado mal iluminado da cabana, contudo não foi silencioso o bastante na hora de fugir. Antes de se dar conta já havia sido capturado e reconhecido. O filho encrenqueiro dos Arthurians. Andrews achava que era seu fim, que iriam matá-lo, entretanto foi bem pior. Os salafrários decidiram brincar um pouco com o garoto. Um dos magos lançou um feitiço no braço esquerdo de Andrews. O feitiço era como uma chama que ia consumindo lentamente o braço do menino. A dor era insuportável a ponto de fazer Andrews desmaiar, porém não permanecia assim por muito tempo, pois logo o despertavam para que novamente sentisse a extrema dor que a magia provocava.
    A noite parecia não ter fim, pelo menos não para o pequeno herdeiro dos Arthurians. Ele se lembrava de como seu pai quisera que ele desenvolvesse certas habilidades e como tento de tudo para protegê-lo e o jovem não deu ouvidos. Provavelmente ele estaria em casa agora e não soltando gritos tão agonizantes que só mesmo aqueles demônios para rirem com os mesmos. Quando o dia estava para amanhecer o braço esquerdo de Andrews estava praticamente consumido ele ouviu o que fez rolar uma lágrima de seus olhos, o exercito de Camelius. Os malfeitores fugiram pois não estavam prontos para essa batalha fora de hora, alguns foram pegos e Andrews era resgatado pelo seu pai e um de seus amigos que ensinou o caminho até a cabana.

    - Filho eu não sei o que faria sem você!!

    O Senhor Arthurians se desmanchava em lágrimas enquanto abraçava ao jovem que também não continha o choro.  De volta ao palácio Andrews agora tinha um novo desafio, suportar a dor da perda do braço. Graças a alguns magos que haviam na cidade a magia conseguiu ser contida mas o braço não tinha como ser recuperado. Senhor Arthurians em seu desespero pediu aos membros vindos de Tekunoroji para que fizessem um braço biônico para Andrews. Eles atenderam ao pedido, contudo todas as tentativas falhavam, por algum motivo o corpo de Andrews rejeitava todas as próteses. As esperanças pareciam perdidas por esse lado. Agora por outro lado o jovem se dedicou muito em aprender todas as técnicas de batalha que dava para saber teoricamente e que seu corpo permitia visto a enorme dor que ainda sentia.
    Alguns anos se passaram e o jovem já estava com seus 17 anos quando finalmente após uma ideia genial de combinar a tecnologia com a magia e depois de vários testes uma prótese foi desenvolvida. A prótese funcional de tecnomagia permitia a Andrews movimentos como de um braço normal e um bocado de força extra, mas o melhor de tudo é que de alguma forma a magia contida na prótese evitava a rejeição e anulava a dor que tanto afligia o rapaz e o que lhe possibilitou aprender a manipular o ar ao seu redor. Finalmente Andrews estava completo novamente, porque ele agora tinha uma missão própria, se tornar o mais forte e derrotar os que tinham feito com que ele e sua família sofressem tanto e assim assumir seu lugar como sucessor de seu pai.
    Sabendo da rebeldia do rapaz seu pai sabia que um treinador comum não seria suficiente para que o garoto conseguisse o que queria. Seria importante um treinador que tivesse o mesmo ímpeto que seu filho. Assim o Rei mandou que buscassem Arlequin, mestrado na arte do assassinato e cavaleiro renegado de Voyna. Logo de cara os dois se entenderam, Andrews confiava muito em seu mestre a ponto de lhe confiar seus medos e angustias já Arlequin retribuía com conhecimentos e sabedorias de guerra. Contudo por muitas vezes eram chamados de vagabundos, vistos em bares até altas horas. Arlequin sempre dizia que em algum momento você tem que curtir o que a vida oferece.
    Os anos seguiam e Andrews estava cada vez melhor com suas habilidades bem desenvolvidas. Arlequin chegara então à decisão de que estava na hora de Andrews aprender a habilidade de assassinato suprema mas pra isso ele precisaria realmente querer matar alguém com todas as células de seu corpo. Que seria um treinamento muito intenso e sofrido e que ele tinha que ter consciência de que ele poderia não sobreviver.  Andrews consentia com o treinamento e assim era trancado na masmorra do castelo preso por algemas de matéria bem resistente devido a seu braço tecnomagico, estava apenas em sua roupa de baixo, o chão da masmorra estava molhado. Foi privado de luz, comida e água potável. Depois de duas semanas nessa situação um mago foi envia até Andrews. O mago tinha a missão de lançar um feitiço que traria à tona a pior lembrança de Andrews. Por várias e várias vezes ele revia a cena de quando foi capturado. Relembrava a dor que sentira ao ter seu braço queimando por uma noite inteira. Todos pelo palácio podiam ouvir os gritos de Andrews, alguns funcionários já não aguentavam tamanho sofrimento.
    Andrews estava exausto, mas cada vez mais resistia à dor, ele estava quase pronto para finalmente aprender a técnica quando Arlequin e o mago entram correndo na masmorra. O mago retira o feitiço e Arlequin solta Andrews, o rapaz de agora 23 anos mal se aguentava em pé. E tinha de ser carregado por Arlequin para fora.

    - Vamos rapaz! Temos que sair daqui. A cidade está sobre ataque.

    Arlequin estava muito preocupado enquanto Andrews tentava reagir. Após cobrir o corpo seminu, ambos iam até o quarto dos pais de Andrews, mas já era tarde o Senhor Arthurians estava morto ao chão e a mãe de Andrews queimava com uma magia semelhante a que consumiu seu braço, mas numa velocidade muito superior. Pela janela Andrews e Arlequin viam toda a destruição que ocorria pela cidade e num reflexo do espelho Andrews via um mago. Apesar de envelhecido não tinha com o rapaz não o reconhecer. Era o mesmo que vira nas suas lembranças muitas e muitas vezes. Ele sentia em cada célula dele a vontade assassina de acabar com aquele mago desgraçado. Como ousara voltar e invadir sua cidade ainda mais matar seus pais. Não só isso, mas usar aquela maldita magia em sua mãe.
    Os olhos do rapaz estavam em chamas ele sacava a espada da cintura de Arlequin, apanhava o escudo de seu pai e avançava com tudo contra o mago, mas dessa vez o mago tinha uma vingança muito melhor para Andrews, uma dor que nenhuma magia poderia curar. Ao avançar contra o mago o mesmo abria um portal que o mandava para um descampado. Andrews olhava ao redor tudo lhe era familiar, mas não havia nada ali. Caminhando pela floresta ele conseguia reconhecer de longe uma cabana recém construída ele estava em Camelius, mas a cidade não existia. Pela situação da cabana ele sabia que de alguma forma ele havia sido jogado num passado onde nada que ele conhecia existia. A pergunta agora era como voltar para casa e evitar que tudo aquilo acontecesse?

    Local Inicial - Geld – Capital de Hendel.

    Disponibilidade para Postagem - Segunda a sexta, das 8 as 11 e das 16 as 19.

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    EDIÇÃO DO MESTRE
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    HP: 150/150 - MP: 150/150
    Experiencia: 0/50
    Fama: Desconhecido
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    Re: Cadastro de Personagens

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      Data/hora atual: Seg Out 23, 2017 10:31 pm